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Equador autoriza justiça sueca a interrogar Assange

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© Peter Nicholls / Reuters

O fundador do WikiLeaks vai ser ouvido por um juiz sueco na embaixada do Equador em Londres

Há cinco anos a viver recluso na embaixada do Equador em Londres, Julien Assange vai ser interrogado pela justiça sueca no âmbito de um processo de alegada violação cometida em 2010.

“Será agendada uma data nas próximas semanas para se proceder ao interrogatório judicial na embaixada do Equador em Londres”, lê-se num comunicado divulgado hoje em Quito pelo ministério dos Negócios Estrangeiros.

O fundador do WikiLeaks nega as acusações e para evitar o mandado de captura internacional e ser extraditado para a Suécia refugiou-se na representação diplomática equatoriana. No final de maio, a justiça sueca confirmou o mandado de captura sobre Assange. considerando que se mantém o “risco de fuga” e que a sua permanência na embaixada do Equador não tinha nada a ver com a prisão.

Da mesma forma, o Supremo Tribunal da Suécia recusou o recurso de Assange em que pedia a anulação do processo contra ele.

Apesar das Nações Unidas considerarem que Julien Assange, é vítima de uma “prisão arbitrária”, este cidadão australiano de 45 anos de idade continua a ser um alvo das polícias sueca e britânica.

WikiLeaks sob críticas

A revista “Wired”, considerada a “Bíblia” das tecnologias de informação, criticou a atuação do WikiLeaks nas última semanas de julho. Para a revista, é estranho que o WikiLeaks tenha exposto milhões de mulheres turcas, divulgado emails da presidência do Partido Democrata que deram má imagem à campanha presidencial de Hillary Clinton. Uma fuga que, segundo a “Wired”, fez parecer que Julien Assange colabora com o governo russo. O artigo salienta que Assange tem um programa numa televisão financiada pelo Estado russo “o que dá a impressão que uma potência estrangeira tenta influenciar as presidenciais americana”.

Quanto à Turquia, a revista considera que o WikiLeaks falhou redondamente o alvo. Se bem que colocar pessoas em risco não é novo, no caso dos 'email' de Erdogan” a revista salienta que em vez de expor manipulações do presidente turco, o WikiLeaks revelou dados pessoais e de atividade política de milhões mulheres turcas. Isto na semana a seguir à tentativa de golpe militar ocorrida a 15 de julho na Turquia e quando o governo de Erdogan já tinha iniciado uma gigantesca onda de prisões.