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Internacional

Assad envia milhares de reforços para combater rebeldes em Alepo

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O exército sírio e as forças leais a Bashar al-Assad mantêm Aleppo sitiada desde 2012

GEORGE OURFALIAN

No sábado, os grupos armados que combatem o regime sírio desde 2011 terão conseguido quebrar o cerco mantido pelas forças governamentais, lançando uma ofensiva contra o complexo militar Ramousah

O Governo sírio enviou milhares de tropas para Alepo na segunda-feira, num reforço estrondoso da presença militar naquela cidade para contrariar os avanços alcançados pelos rebeldes desde sexta-feira.

De acordo com a Al-Jazeera citando o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, o movimento libanês xiita Hezbollah, que se tem provado valioso no apoio ao exausto exército sírio, e as forças do Governo de Bashar al-Assad mobilizaram mais de três mil soldados e militantes, numa tentativa de recapturar as áreas tomadas pelos rebeldes durante o fim de semana e conter a sua ofensiva pelo controlo total da cidade.

A par disso, centenas de rebeldes chegaram entretanto a Alepo vindos da província vizinha de Idlib para integrarem as próximas batalhas pelo controlo da cidade, diz ramo Abdel Rahman, diretor do grupo de monitorização.

Numa notícia publicada esta terça-feira de manhã, a agência estatal síria SANA disse que aviões do regime levaram a cabo "ataques intensivos" contra os grupos que classifica de "movimentos terroristas" e que estão sobretudo concentrados no sul de Alepo.

No sábado, os rebeldes terão conseguido furar o cerco mantido pelas forças leais a Assad à maior cidade do país, dando início a uma ofensiva para tomar o importante complexo militar de Ramousah. A Reuters aponta que as batalhas pelo controlo da infraestrutura, que alberga uma série de colégios militares e armazéns de armas, começaram na sexta-feira.

Tomar aquele espaço e reabrir as passagens que ligam o sul ao leste de Alepo abre a possibilidade de isolar o oeste dominado pelas forças governamentais e de cortar as rotas de abastecimento que ligam à capital síria, Damasco. Obter o controlo da base do exército sírio, que é uma das mais importantes plataformas estratégicas do regime desde o início da guerra civil, daria ainda aos rebeldes acesso direto aos stocks de armamento que as forças de Assad têm usado contra os rebeldes e a população.