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Bélgica: Estado Islâmico reivindica ataque de Charleroi

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FRANCOIS LENOIR/REUTERS

O ataque, em que duas polícias ficaram feridas, ocorreu sábado à tarde, tendo o agressor acabado por morrer

A justiça belga abriu um inquérito por "tentativa de homicídio terrorista" ao ataque de sábado, em que um homem feriu duas polícias com uma faca de mato, anunciou este domingo o primeiro-ministro belga, Charles Michel.

"Fomos informados pelo Ministério Público federal do início de um inquérito por tentativa de homicídio terrorista (...) tendo em conta um determinado número de elementos que surgiram de imediato", disse Michel à imprensa referindo-se ao facto de o atacante, abatido pela polícia, ter gritado "Allahu Akbar" (Deus é grande, em árabe).

Pouco depois da conferência de imprensa do governante, o Estado Islâmico reclamou para si a responsabilidade do ataque. Segundo a agência de notícias usada pelo califado, o homem, um argelino conhecido das autoridades, mas por outro tipo de crimes não relacionados com terrorismo, terá lançado o ataque com uma faca de mato contra as duas agentes policiais em resposta ao apelo do califado para que todos os seus seguidores lancem ataques.

O incidente ocorreu no sábado à tarde em Charleroi, no sudeste da Bélgica, quando um homem se aproximou de uma esquadra do centro da cidade e esfaqueou as duas agentes, uma das quais sofreu ferimentos graves na cabeça e no rosto.

Um terceiro polícia disparou sobre o homem, ferindo-o no tórax e numa perna. Transportado ao hospital, acabou por morrer.

O atacante não era conhecido das autoridades.