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Internacional

Ativista do movimento Black Lives Matter põe polícia em tribunal

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Paul Morigi

DeRay McKesson acusa força de segurança de Baton Rouge de agir de “forma agressiva e militarizada” durante os protestos de julho potenciados pela morte de Alton Sterling às mãos das autoridades, nos quais ele e outros 200 ativistas foram detidos

DeRay Mckesson, ativista do movimento Black Lives Matter [as vidas dos negros também importam, numa tradução livre], vai processar a polícia de Baton Rouge por causa das detenções em massa levadas a cabo durante protestos organizados no mês passado naquela cidade do estado do Louisiana, potenciados pela morte de Alton B. Sterling, um afro-americano de 37 anos que, apesar de estar desarmado, foi abatido por dois agentes brancos enquanto vendia discos na rua.

Em declarações aos jornalistas, Mckesson acusou as forças de segurança de agirem de uma "forma militarizada e agressiva" quando o detiveram e quase outros 200 ativistas. O líder do Black Lives Matter foi detido a 9 de julho sob acusações de obstruir uma autoestrada — apesar de o live streaming do protesto provar que esteve sempre fora da faixa de rodagem.

O governador do Louisiana, John Bel Edwards, continua a defender que a resposta da polícia aos protestos pacíficos foi "apropriada". No processo judicial, Mckesson e outros dois manifestantes acusam a força policial de ter agido "agressivamente sem necessidade" durante as dezenas de detenções. "Os acusados usaram força excessiva ao atacarem e espancarem os queixosos e outros membros da classe sem provocação ou necessidade de autodefesa", lê-se no processo, citado pela BBC.