Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Esfaqueamento em Londres: polícia pede ajuda a eventuais testemunhas

  • 333

Jack Taylor/GETTY

Enquanto o mayor de Londres apela à calma e à vigilância, a Scotland Yard pede ajuda a possíveis testemunhas que possam contribuir para a investigação do esfaqueamento de seis pessoas no centro da capital britânica, uma das quais morreu

A polícia britânica está a apelar a eventuais testemunhas que possam relatar o que sucedeu num esfaqueamento de várias pessoas na praça Russell, no centro de Londres, esta quarta-feira à noite, que resultou na morte de uma mulher e de ferimentos em cinco vítimas.

Como medida de precaução, foi reforçada a segurança nas ruas da capital britânica, pedindo as autoridades para que as pessoas estejam em alerta.

Também o mayor de Londres Sadiq Khan apelou à calma da população, embora advertisse para que as pessoas se mantenham vigilantes. “O meu coração está com todas as vítimas deste incidente e os seus entes queridos. Por favor, denunciem qualquer facto suspeito. Todos temos um papel importante a desempenhar como olhos e ouvidos da polícia e dos serviços de segurança, para ajudar a proteger a cidade”, declarou Sadiq.

Uma mulher de 60 anos morreu e outras cinco ficaram feridas esta noite na sequência do esfaqueamento. O suspeito, um jovem de 19 anos, foi detido e formalmente acusado de homicídio esta manhã, após ter saído do hospital onde foi assistido devido às descargas de um taser (pistola de choques elétricos) quando foi travado pelas autoridades.

Três dos feridos já saíram esta quinta-feira do hospital, mantendo-se dois internados. Desconhece-se ainda o seu estado.

Entretanto, os investigadores mantêm-se no local à procura de provas: a maioria dos perímetros de segurança foram desmontados, enquanto uma das ruas continua parcialmente cortada ao trânsito.

De acordo com o “Guardian”, houve uma alteração no discurso das autoridades esta manhã – o comissário assistente da polícia, Mark Rowley, já não referiu a palavra terrorismo na conferência de imprensa. “As informações iniciais sugerem que a saúde mental do suspeito foi um factor neste terrível ataque. Contudo, temos que manter uma mente aberta quanto ao motivo”, declarou o responsável.

Já na quarta-feira à noite, Mark Rowley, admitiu que nenhuma hipótese podia ser descartada, apontando mesmo para a possibilidade de terrorismo.“Neste momento, é claro, devemos manter uma mente aberta quanto a um motivo e consequentemente o terrorismo como motivação continua a ser uma das linhas de investigação para explorarmos”, disse o comissário assistente da polícia.

Ainda este domingo, o chefe da polícia de Londres, Bernard Hogan-Howe, admitiu que o risco de terrorismo no país é “severo” na sequência dos ataques recentes em França e na Alemanha.

  • Ataque no centro de Londres faz um morto e cinco feridos

    Homem de 19 anos foi detido no local pouco depois de esfaquear seis pessoas, provocando a morte de uma mulher de 60 anos. Polícia metropolitana diz que saúde mental do suspeito é "fator significativo" no ataque e não exclui possíveis ligações a terrorismo