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140 anos para conseguir um registo de residência

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O fim da livre circulação vai obrigar a mudar os procedimentos

Jeff J Mitchell

O método tradicional de registo dos europeus a viverem no Reino Unido passará a ser obsoleto no pós-Brexit

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

Ao ritmo atual, despachar os pedidos de residência de cidadãos europeus que vivem hoje no Reino Unido numa futura era pós-Brexit levará quase um século e meio, revela o Observatório das Migrações britânico citado pelo diário britânico “The Guardian”.

A notícia refere-se aos mais de três milhões de migrantes da União Europeia que já vivem Reino Unido e a análise dos especialistas conclui que seriam necessários 140 anos de trabalho ao atual ritmo de processamento caso fosse necessário responder, no mesmo ano, a um pedido de residência permanente por parte dos cidadãos Área Económica Europeia que em 2016 vivem no Reino Unido.

“Dado o considerável número de cidadãos da União Europeia que precisariam de se registar e a potencial complexidade do processo, seria uma tarefa de monta”, declara o relatório do Observatório das Migrações, de acordo com a análise do regime que está hoje em vigor. Foi a partir deste regime que os especialistas calcularam as novas questões que poderão ser levantadas na eventualidade de vir a ser aplicado um novo mecanismo de registo. As alterações pressupõem o fim da livre circulação uma vez que seja formalizado o processo de saída do Reino Unido da UE, conforme ditou o voto no referendo de 23 de junho último.