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Espanha: Sánchez recusa “grande coligação” proposta por Rajoy

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Mariano Rajoy e Pedro Sánchez voltaram a encontrar-se esta manhã, mas o líder dom PSOE recusou avançar para o Governo

J.J. GUILEN / EPA

Líder socialista voltou a negar a proposta apresentada pelo primeiro-ministro em exercício, que sustenta que a responsabilidade de evitar que os espanhóis sejam chamados a votar uma terceira vez está nas mãos do PSOE e do Ciudadanos

O secretário-geral do Partido Socialista espanhol Pedro Sánchez recusou em Madrid a proposta de criação de uma "grande coligação" feita pelo líder do Partido Popular Mariano Rajoy, que está a tentar obter apoios para formar governo.

"O PSOE não vai estar em nenhuma grande coligação. Somos a alternativa e não vamos apoiar quem queremos que mude", disse esta manhã Sánchez depois de estar reunido durante 55 minutos com Rajoy no Congresso de Deputados (Parlamento).

O líder do Partido Socialista Operário Espanho (PSOE) insistiu que cabe ao chefe do governo de gestão encontrar uma solução com todos os partidos de direita e que o PSOE será a oposição. "Disse ao sr. Rajoy que vamos estar sempre disponíveis para falar com ele, mas é ele que tem de resolver e assumir as suas responsabilidades", reforçou.

Mariano Rajoy vai também reunir-se esa quarta-feira com Albert Rivera, líder do partido de centro-direita Ciudadanos, o quarto partido mais votado nas eleições de 26 de junho.

O líder do Partido Popular (PP, direita) anunciou na passada sexta-feira, após um encontro com o rei Felipe VI, que vai submeter-se no Parlamento a uma votação de investidura e tentar formar governo.

O PP foi o partido mais votado nas eleições de 26 de junho, elegendo 137 deputados num total de 350, mas precisa que o PSOE e o Ciudadanos se abstenham na votação de investidura para poder formar um governo minoritário.

O PSOE ficou em segundo lugar, conquistando 85 lugares, enquanto a aliança de esquerda Unidos-Podemos ficou em terceiro, com 71 deputados. A quarta formação mais votada foi o Ciudadanos, que alcançou 32 assentos.

Mariano Rajoy defende que a responsabilidade de evitar que os espanhóis sejam chamados pela terceira vez a votar está nas mãos do PSOE e do Ciudadanos, e pretende tentar negociar que um eventual novo governo seja investido até 26 de agosto.

O PSOE está a ser muito pressionado depois de o Ciudadanos ter mais uma vez, na semana passada, manifestado a sua disponibilidade para se abster e deixar passar o novo governo, o que não será suficiente se todas as outras forças políticas votarem contra Rajoy.