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Turquia acelera purga militar: mais 11 militares detidos e 1400 despedidos

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ADEM ALTAN/GETTY

Duas semanas após o golpe de Estado falhado, prossegue a caça às bruxas na Turquia. Erdogan reforça os apelos aos EUA para extraditarem Fethullah Gulen

O regime turco acelera a purga militar. Desde domingo, mais 11 militares foram detidos e 1400 foram despedidos por suspeitas de envolvimento na tentativa de golpe de Estado.

A detenção de 11 militares ocorreu esta madrugada próximo da cidade costeira de Marmoris, na Riviera turca, onde o presidente Recep Tayyip Erdogan se encontrava de férias num resort no passado dia 15 de julho quando se deu o golpe militar falhado, refere o “Hurryiet Daily News”. Entre os detidos encontram-se o major Şükrü Seymen, que liderava o grupo de militares em fuga.

No domingo, o governo turco anunciou o despedimento de 1400 militares, incluindo um oficial conselheiro de Erdogan.

Mais de 50 mil pessoas foram despedidas e 18 mil foram detidas na sequência da tentativa de golpe militar de há duas semanas. Logo na altura, o presidente turco garantiu que os golpistas, que considera “traidores”, iriam ser severamente punidos.

Acusando-os de quererem “arruinar” o país, o chefe de Estado turco sustentou que é vital fazer uma “limpeza” no sector do Estado, afastando todos os apoiantes de Fethullah Gulen, um clérigo muçulmano que se encontra exilado nos EUA e que é apontado por Erdogan como o mentor do golpe de Estado falhado. “Há um mentor atrás de mim. Esse mentor é aquele que foi levado para os EUA e que o ajudaram a fugir de qualquer processo judicial”, disse o governante no sábado, reiterando o apelo para Fethullah Gulen ser extraditado.

Entretanto, o presidente turco acusou este domingo o Ocidente de abandonar a Turquia no atual contexto, deixando um aviso: “Eles [ países ocidentais] dizem que não estão preocupados. Preocupem-se pois convosco. Olhem para as vossas ações”, disse Erdogan a partir do Palácio presidencial.

Fethullah Gulen continua a “negar categoricamente” a acusação do chefe de Estado turco, garantindo que se opõe ao uso da força para a queda do governo.

Este domingo, cerca de 35 mil turcos manifestaram-se na cidade alemã de Colónia a favor do presidente turco, enquanto prosseguem na Turquia mais manifestações de apoio ao governante.