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Técnico do FBI admite espionagem para a China

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O técnico de eletrónica do FBI tinha acesso a informações ultra-secretas

Kun Shan Chun, um técnico de eletrónica do FBI, admitiu esta segunda-feira ter feito espionagem para o regime chinês, crime que lhe poderá valer uma pena de até dez anos de prisão.

Chun, de 46 anos, que fora detido em março, confessou ter recolhido informações sensiveis e permitido que fossem passadas para um responsável do regime chinês em troca de uma recompensa financeira.

Entre as informaçõies que transmitiu encontram-se a da identidade e padrões de viagem de um agente do FBI, assim como dados relativos à estrutura e tecnologias de vigilância da instituição.

Natural da China, Chun foi viver para os Estados Unidos por volta de 1980, tendo posteriormente obtido a cidadania norte americana. Começou a trabalhar para o FBI em 1997 e tinha acesso a informações ultra-secretas desde 1998.

O procurador de Manhattan, Preet Bharara, considerou que o crime "trai a nossa nação e ameaça a nossa segurança”. “Quando o perpetrador é um funcionário do FBI, como Kun Shan Chun, a ameaça é muito mais séria”, acrescentou.

“Hoje Joey Chun (nome pelo qual o arguido também é conhecido) aceita a responsabilidade por alguns erros num julgamento que ele lamenta profundamente. A verdade é que o senhor Chun ama os Estados Unidos e nunca quis causar nenhum dano. Ele espera colocar este assunto para trás e avançar com a sua vida”, afirmou o seu defensor, Jonathan Marvinny.