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Dois suspeitos sob investigação formal pela morte de padre em igreja da Normandia

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STRINGER

Procuradoria diz que primo de Petitjean e amigo do mesmo alegado militante do Daesh vão aguardar na prisão a conclusão do inquérito preliminar

A procuradoria-geral de França abriu inquéritos formais a dois homens pelo homicídio do padre Jacques Hamel numa igreja da Normandia, no noroeste do país, na semana passada.

Farid K, de 30 anos, primo de um dos dois homens que levaram a cabo o ataque de terça-feira em Saint-Étienne-du-Rouvray, Abdel Malik Petitjean, foi detido sob suspeita de “associação terrorista”, e Jean-Philippe Steven J, de 20 anos, por alegadamente ter tentado viajar para a Síria em junho com Petitjean.

Este último e o seu cúmple, Adel Kermiche, de 19 anos, foram ambos abatidos pela polícia no decorrer do ataque à igreja onde obrigaram o padre Hamel, de 86 anos, a ajoelhar-se em frente aos fiéis que participavam na missa e que foram feitos reféns para o degolarem.

Os dois novos suspeitos foram detidos no domingo e vão ficar a aguardar a primeira audiência judicial na prisão, avançou a procuradoria, horas depois de dezenas de milhares de muçulmanos de França terem participado nas missas de domingo em homenagem ao pároco assassinado.

O Conselho Muçulmano Francês ou CFCM tinha pedido a todos os crentes que mostrassem “solidariedade e compaixão” após o ataque reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

No rescaldo do atentado, as autoridades avançaram que Petitjean, um dos dois atacantes mortos pela polícia, estava na lista de potenciais ameaças de segurança desde junho após ter entrado na Síria vindo da Turquia. Adel Kermiche não integrava qualquer lista mas já era conhecido dos serviços de segurança.