Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Pelo menos 2766 civis mortos por ataques aéreos russos na Síria

  • 333

THAER MOHAMMED/AFP/Getty Images

Observatório Sírio dos Direitos Humanos detalha que, entre estes, se encontram 1100 crianças e mulheres. E critica “o silêncio da comunidade internacional e da missão da ONU na Síria”

Nos últimos dez meses, morreram pelo menos 7457 civis e combatentes rebeldes e da Jabhat Al-Nusra (al-Qaeda no Levante) e do autodenominado Estado Islâmico (Daesh), na sequência de raides aéreos que tiveram como alvo várias províncias sírias, desde o início dos ataques russos a 30 de setembro do ano passado. A informação está a ser divulgada pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), com dados que dizem respeito ao período entre 30 de setembro de 2015 e 30 de julho de 2016.

Segundo a organização, durante os últimos dez meses morreram 2527 combatentes do Daesh e 2164 combatentes das facções rebeldes, islâmicas, da Jabhat Al-Nusra, do Movimento Islâmico do Turquestão Oriental, bem como combatentes árabes e estrangeiros.

Mas não foram apenas rebeldes, combatentes e jiadistas que perderam a vida nos ataques. Segundo alerta o OSDH em comunicado, “a Rússia - membro permanente do Conselho de Segurança da ONU - tornou-se um parceiro-chave na morte de civis sírios numa base diária e continuada, sob pretexto de combater o Daesh.” Um situação que tem-se mantido perante “o silêncio da comunidade internacional e da missão da ONU na Síria”, alerta.

Desde o início dos raides russos a 30 de setembro do ano passado, morreram 2766 civis, dos quais 677 crianças ou jovens com menos de 18 anos e 422 mulheres e 1667 homens com mais de 18.

É neste contexto que o OSDH reforça a sua condenação em relação aos raides dirigidos aos civis na Síria, apelando ao Conselho de Segurança da ONU que “trabalhe seriamente e imediatamente” no sentido de parar “a matança diária da população síria.”