Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Campanha de Hillary atacada novamente por hackers

  • 333

STEPHEN LAM/REUTERS

A informação está a ser avançada pela Reuters. Fontes ligadas à investigação adiantam que ciberataque pode ter tido origem nos serviços de inteligência russos

A rede de computadores utilizada pela campanha da candidata democrata Hillary Clinton foi hackeada num ciberataque contra o Partido Democrata. A informação foi avançada na noite desta sexta-feira pela Reuters, que teve acesso a várias fontes que acompanham o assunto.

“Um programa de análise de dados mantido pelo DNC [sigla inglesa para Comité Nacional Democrata], e usado pela nossa campanha e várias entidades, foi invadido como parte do ataque ao DNC”, diz em comunicado, citado pela TV Globo, o porta-voz Nick Merril. “O nosso sistema de computadores está a ser analisado por especialistas em segurança cibernética. Até ao momento, não foram encontradas provas que mostrem que o nosso sistema interno tenha sido danificado.” Até ao momento, ainda não é claro que informações os hackers foram capazes de aceder.

Segundo adiantou uma fonte ao “The New York Times”, o ataque pode ter tido origem nos serviços de inteligência russos, numa tentativa de influenciar as eleições norte-americanas. Embora ainda não tenha identificado o alvo da invasão, o FBI está a investigar os ciberataques que diz envolverem “várias entidades políticas.” Também a Reuters adianta, a partir de fontes ligadas à investigação, que a divisão de segurança nacional do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) está a apurar se os ciberataques ao Partido Democrata constituem uma ameaça para a segurança do país, o que é um sinal de que Obama concluiu que os ataques são patrocinados por outro Estado.

O Governo de Obama, no entanto, tem evitado atribuir publicamente os ataques à Rússia, numa tentativa de evitar prejudicar a cooperação russa na guerra contra o autodenominado Estado Islâmico na Síria, especifica a Reuters.

Este ataque surge na sequência das declarações do candidato republicano Donald Trump, que na quarta-feira convidou a Rússia a divulgar vários emails da altura em que Hillary era secretária de Estado. As suas declarações foram alvo de duras críticas dos democratas.

E é também o terceiro ataque, que veio recentemente a público, direcionado ao Partido Democrata. Em junho deste ano, os democratas acusaram a Rússia de apoiar hackers para invadir a sua rede de computadores, num ataque que lhes deu acesso a emails e conversas de chat, bem como a toda a pesquisa sobre o candidato republicano Donald Trump.

Alguns dias antes do início da Convenção Nacional do Partido Democrata, onde Hillary Clinton saiu candidata pelos democratas, o Wikileaks declarou ter tido acesso a mais de 19 mil emails do Partido, nos quais se falava em estratégias para derrotar o candidato Bernie Sanders.