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Internacional

Papa Francisco vai rezar a Auschwitz

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JANEK SKARZYNSKI

Chefe da Igreja Católica está na Polónia para marcar os 1050 anos da adoção do cristianismo pelo país e para as jornadas da juventude, durante as quais pediu esta quinta-feira aos fiéis mais jovens que acolham e ajudem os migrantes e refugiados

O Papa Francisco vai tornar-se esta sexta-feira no terceiro líder da Igreja Católica a prestar homenagem às vítimas do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na sua maioria judeus, durante a II Guerra Mundial.

Na Polónia desde o início da semana para marcar o 1050.º aniversário da adoção do cristianismo como religião oficial do país, o Papa argentino vai esta sexta-feira ao campo de concentração da Alemanha nazi no sul do território polaco, onde 1,1 milhões de pessoas foram mortas entre 1940 e 1945.

Mas ao contrário dos seus antecessores que visitaram o mesmo campo, o polaco João Paulo II e o alemão Bento XVI, não irá falar sobre os horrores que o Terceiro Reich cometeu ali, preferindo caminhar em silêncio pelas imediações de Auschwitz enquanto reza e encontrar-se depois com sobreviventes do campo e com cidadãos polacos que arriscaram as suas vidas para protegerem judeus dos nazis.

Francisco chegou à Polónia há três dias também para a realização das Jornadas da Juventude, pedindo na quinta-feira aos fiéis que abram os braços aos migrantes e refugiados que estão deslocados dos seus países e casas em números sem precedentes.

"Um coração misericordioso abre-se para receber os refugiados e migrantes", disse às centenas de milhares de pessoas concentradas no centro de Cracóvia para o ouvir, num claro desafio à postura anti-imigração do atual governo de direita polaco.