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Pai de militar muçulmano morto no Iraque: “Sr. Trump, veja as campas de bravos patriotas que morreram a defender a América”

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Emoções fortes no final da convenção democrata em Filadélfia, na madrugada desta sexta-feira (hora portuguesa)

“Já alguma vez esteve no cemitério [militar] de Arlington? Vá ver as campas de bravos patriotas que morreram a defender os Estados Unidos da América. Verá de todas as fés, géneros e etnias. Você nunca se sacrificou por nada nem por ninguém.”

Foi nestes termos que Khizr Khan, pai de um militar norte-americano muçulmano morto no Iraque, se dirigiu a Donald Trump quando lhe foi dada a palavra na convenção do partido democrata que nomeou Hillary Clinton como candidata à Casa Branca.

O pai do capitão Humayun Khan, morto aos 27 anos em 2004 quando estava em comissão de serviço no Iraque, emigrou para a América há quase 40 anos. O filho frequentou a Universidade da Virgínia e, quando terminou o curso, alistou-se no Exército. “Se fosse por Donald Trump, o meu filho nunca teria vindo para a América.”

Dirigindo-se à convenção, Khizr Khan pediu a todos os migrantes para levarem a sério as eleições de novembro, evocando a memória do filho: “Esta eleição é histórica e peço-vos que honrem o sacrifício do meu filho. No dia da votação saiam de casa e votem em quem se preocupa connosco, no mais forte e qualificado candidato, Hillary Clinton, e não em quem nos divide.”

O destinatário destas palavras era, mais uma vez, o candidato republicano, que durante a campanha tem defendido a deportação de muçulmanos e migrantes de países com “um histórico de atividades terroristas”.