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Lula constituído arguido no Lava Jato

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SEBASTIAO MOREIRA

Denúncia do Ministério Público foi aceite pelo Tribunal Federal de Brasília. Sobre Lula da Silva e outros seis arguidos recaem suspeitas de tentar subornar um ex-diretor da Petrobras, avança a Globo

O Tribunal Federal de Brasília aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público, colocando assim o antigo Presidente Lula da Silva, o ex-senador Delcídio do Amaral e outras cinco pessoas como arguidos no caso Lava Jato: o antigo chefe de gabinete Delcídio Ferreira, o banqueiro André Esteves, o advogado Edson Ribeiro, o empresário José Carlos Bumlai e o seu filho Maurício Bumlai. A informação está a ser avançada pela TV Globo.

Os sete suspeitos foram constituídos arguidos por alegadamente tentarem obstruir as investigações do processo Lava Jato, que investiga o maior esquema de corrupção da história brasileira. Na sequência da decisão do juiz Ricardo Leite, da 10.ª Vara da Justiça Federal de Brasília, os sete homens são acusados de tentarem comprar o silêncio do antigo diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, numa tentativa de o convencer a não falar com os investigadores do Lava Jato.

Segundo afirmou a Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal, citada pela “Folha de S. Paulo”, Lula “impediu e/ou embaraçou a investigação criminal que envolve organização criminosa, ocupando um papel central, determinando e dirigindo a atividade criminosa” praticada pelos restantes arguidos.

À PGR, Lula da Silva garantiu nunca ter falado com Delcídio no sentido de impedir as declarações de Nestor Cerveró.

A acusação contra Lula da Silva foi apresentada no início do ano ao Supremo Tribunal Federal pelo governador-geral da República, Rodrigo Janot, tendo sido reencaminhada para a Justiça Federal de Brasília. Esta última instância recebeu a denúncia esta sexta-feira, tornando Lula da Silva, e os outros seis, arguidos no processo Lava Jato.

Notícia atualizada às 20h50