Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

MH370: Encontrado simulador na casa do piloto com rota sobre o Índico

  • 333

MOHD RASFAN/GETTY

Com esta descoberta reforça-se a tese de que o comandante do avião malaio desviou deliberadamente o aparelho da rota entre Kuala Lumpur e Pequim

Após vários rumores, as autoridades australianas confirmaram esta quinta-feira que foi encontrado um simulador de voo com uma rota diferente sobre o Índico na casa do piloto do avião da Malaysia Airlines, que desapareceu a 8 de março de 2014.

A hipótese que já tinha sido avançada por alguma imprensa estrangeira – que citava fontes próximas da investigação – reforça a tese de que o comandante Zaharie Ahmad Shah preparou antecipadamente o desvio da rota do aparelho entre Kuala Lumpur e Pequim.

Há dois anos, o ministro dos Transportes malaio garantiu que as autoridades nacionais estavam a analisar o simulador com o FBI, e depois de vários desmentidos só agora surge a confirmação oficial de que foi planeada uma rota distinta.

No entanto, o Centro de Coordenação de Agências Conjuntas, na Austrália, salienta que essa informação não prova que o piloto tenha seguido uma rota diferente, mas aponta apenas para a “possibilidade” de o aparelho ter sido desviado deliberadamente.

Entretanto, o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, desvalorizou a descoberta, defendendo que o importante era descobrir onde se encontram os restantes destroços do avião. “Mesmo que a informação do simulador sugira a possibilidade ou a alta probabilidade de o capitão ter planeado o desvio da aeronove, isso não nos diz nada sobre a localização do aparelho”, lamentou o governante, citado pela AFP.

Na semana passada, a Fugro Survey, empresa holandesa que lidera as buscas pelo avião da Malaysia Airlines admitiu que pode ter estado a procurar os destroços no sítio errado do Oceano Índico. O aparelho não terá afundado logo, segundo a empresa, o que poderá significar que alguém desviou deliberadamente o avião milhares de milhas antes de cair na água.

Na mesma altura, os responsáveis da Malásia, China e Austrália anunciaram que as buscas do aparelho seriam suspensas, após os governos dos três países terem gasto mais de 123 milhões de euros nas operações e não sugir uma “pista credível” sobre a localização do mesmo.

A bordo do avião malaio seguiam 239 pessoas. Inconformadas, as famílias das vítimas já contestaram a suspensão das buscas e prometeram a realização de novos protestos.