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Internacional

Trump pede ajuda à Rússia para recuperar os e-mails de Hillary Clinton

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CARLO ALLEGRI

Numa conferência de imprensa, o polémico candidato à Casa Branca defendeu que, se vencer a eleição, a relação entre os Estados Unidos da América e a Rússia vai melhorar. “Ele [Putin] vai respeitar-me”, afirmou Trump

Donald Trump fez um improvável pedido de ajuda à Rússia. Durante uma conferência de imprensa, esta quarta-feira, no estado norte-americano da Flórida, o candidato republicano deixou o apelo: “Rússia, se estás a ouvir, espero que sejas capaz de encontrar os 30 mil e-mails que estão desaparecidos. Penso que serás poderosamente recompensada pela nossa imprensa”, disse Trump durante uma conferência de imprensa na Flórida, citado pela CNN.

Pouco depois, voltou a insistir na ideia. Mas desta vez no Twitter.

Trump puxou pelo tema que já agitou (e muito) a campanha de Clinton. Em causa está a polémica, começada em 2015, em que a agora candidata democrata terá utilizado, durante os quatros anos no Departamento de Estado, uma conta pessoal com um servidor privado para tratar de assuntos nacionais.

A declaração de Trump não foi bem recebida pela campanha de Hillary Clinton, que consideram como encorajamento à “conduta de espionagem por uma poder estrangeiro”. “Isto não é uma hipérbole, são apenas os factos. Isto começou por ser apenas uma assunto curioso, e uma questão política, para agora se tornar num assunto de segurança nacional”, defendeu Jake Sullivan, um dos assessores da democrata.

Segundo o canal norte-americano, na mesma conferência de imprensa, o milionário sugeriu que, caso ganhe a eleição, as relações entre os Estados Unidos da América e a Rússia vão melhorar. Na sua opinião, Putin “não respeita” Obama.

Se Trump for presidente, disse o prórprio, vai tratar Vladmir Putin “com firmeza”: “Ele vai respeitar-me”.