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O que se sabe sobre os dois homens que atacaram uma igreja na Normandia

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PASCAL ROSSIGNOL/ Reuters

Os dois detidos têm 17 e 18 anos. Um deles “já era conhecido das autoridades” depois de tentado, por duas vezes, chegar ao Norte da Síria. Estava em prisão domiciliária com pulseira eletrónica

Adel Kermiche tem 18. Foi o primeiro a ser identificado formalmente como suspeito de ter levado a cabo o ataque a uma igreja na comuna francesa de Saint-Etienne-du-Rouvray, na região da Normandia. O homem, que estava com pulseira eletrónica, foi detido na Turquia no final do ano passado quando tentava chegar à Síria. O segundo detido é menor de idade e foram poucos os detalhes sobre a sua identidade divulgados.

“A identificação formal da segunda pessoa ainda decorre. É menor, nascido a 18 de agosto de 1999 na Argélia. É irmão mais novo do indivíduo com um mandado de captura internacional com documentos que o identificam como Adel Kermiche”, disse o procurador francês François Molins, citado pelo “Le Monde”, sublinhando que o menor de idade não é suspeito dos assassínios, mas que foi detido pela possível ligação ao ataque.

Adel Kermiche é o único suspeito formalmente identificado. Nascido a 25 de março de 1997, em Mont-Saint-Aignan, na Normandia, “não tem qualquer registo de condenações”, mas “é bem conhecido pelas autoridades”. No começo de 2015, tentou por duas vezes viajar para a Síria usando a identidade do irmão e de um primo.

Na primeira tentativa, em março de 2015, Adel Kermiche – à época com 18 anos – ficou em liberdade condicional. Dois meses depois, em maio, voltou a tentar. Desta vez foi parado na Turquia. Ficou sob custódia policial até 18 de março de 2016.

Desde então, Kermiche estava a ser monitorizado, através de pulseira eletrónica. Não podia sair de casa. Havia uma exceção: aos dias de semana entre as 8h e as 12h e ao fim-de-semana entre as 14h e as 18h não estava a ser a vigiado.

O ataque na igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray aconteceu pelas 9h desta terça-feira. Cinco pessoas foram feitas reféns. Um padre foi morto pelos sequestradores, posteriormente abatidos pela polícia.

Os autores do ataque reivindicaram a sua ligação ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

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