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Dilma não vai assistir à abertura dos Jogos Olímpicos no Maracanã

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UESLEI MARCELINO /REUTERS

A Presidente deposta do Brasil recusa-se ir ao Maracanã para ficar numa posição subalterna à do atual Presidente interino

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

Num lugar subalterno é que não, respondeu Dilma Rousseff, a Presidente suspensa do Brasil, à proposta de assistir à cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos no mítico estádio do Maracanã numa localização no estádio abaixo da do Presidente interino, Michel Temer.

A proposta de não ficar sentada ao lado de Temer foi confirmada pelo porta-voz deste. Além de Dilma, o ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva também se recusou a ir ao Maracanã numa situação semelhante. Isto apesar de ter tido um papel fundamental para que o Brasil ganhasse aos outros candidatos a organização das Olimpíadas de 2016, bem como a encontrar financiamento para a construção das infraestruturas.

Uma sondagem do Ibope divulgada esta quarta-feira em exclusivo pelo Estado brasileiro, e citada pelo “Estadão”, revela que os brasileiros estão mais preocupados com o sucesso da organização dos Jogos Olímpicos do que estiveram com a do Mundial de futebol de 2014, achando que o evento de agosto trará “mais prejuízos que benefícios” ao país.

A pouco mais de uma semana da abertura dos jogos, a 5 de agosto, 59% dos inquiridos querem que as Olimpíadas sejam um sucesso enquanto 31% está concentrado a querer ver atletas brasileiros nos pódios. Em 2014, 51% dos participantes na sondagem queriam que o Brasil ficasse bem colocado nas classificações e só 24% se preocupavam com a organização do campeonato.