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Internacional

Bill Clinton endossa “melhor amiga” para a presidência dos EUA

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Drew Angerer

Discurso “intensamente pessoal” do marido e antigo Presidente norte-americano conlui noite “histórica” – aquela em que Hillary se tornou na primeira mulher a ser nomeada candidata à Casa Branca por um dos grandes partidos dos EUA

O antigo Presidente norte-americano Bill Clinton, que em breve poderá tornar-se no primeiro-cavalheiro dos EUA, concluiu a segunda noite da Convenção Nacional Democrata com um discurso "intensamente pessoal" sobre a sua mulher, Hillary Clinton, a primeira a ser nomeada como candidata à presidência dos EUA por um dos dois grandes partidos do país.

Horas depois de formalizada a candidatura de Hillary, com o apoio simbólico do ex-rival Bernie Sanders, Bill Clinton falou sobre como conheceu a mulher na Faculdade de Direito da Universidade de Yale em 1971 e como ela é a "melhor agente de mudança" que já conheceu.

"Casei com a minha melhor amiga e temos conversado e caminhado e rido juntos desde então", declarou aos delegados e apoiantes do partido que estiveram concentrados pelo segundo dia consecutivo em Filadélfia. "A Hillary abriu os meus olhos para todo um novo mundo de serviço público por cidadãos privados", explicou sobre os primeiros anos de carreira da senadora que viria a ser Secretária de Estado da administração Obama e agora candidata à presidência. "Ela irá fortalecer-nos. Vocês sabem-no, porque ela passou uma vida inteira a fazê-lo. Espero que vocês o façam também. Espero que a elejam."

O discurso do antigo Presidente, cujo mandato foi manchado pelo caso extramarital que manteve com a então estagiária Monica Lewinsky, foi mais uma tentativa de garantir a união dos democratas em torno da candidata, para contrariar a popularidade do rival republicano, Donald Trump, e convencer os apoiantes de Sanders a escolherem-na a ela e não a Trump ou à abstenção.

Neste momento, as sondagens nacionais mais recentes indicam que os dois candidatos presidenciais estão empatados na opinião pública, antecipando-se para já uma votação renhida a 8 de novembro.