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Padre morto em “ataque bárbaro” a igreja francesa

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CHARLY TRIBALLEAU/AFP/GETTY

Dois homens armados com facas fizeram esta manhã cinco reféns numa igreja na comuna francesa de Saint-Etienne-du-Rouvray. Sequestradores foram abatidos pela polícia, um dos reféns morreu. E há um ferido em estado grave. Hollande já está no local

Cinco pessoas foram feitas reféns na manhã desta terça-feira no interior de uma igreja na comuna francesa de Saint-Etienne-du-Rouvray, na região da Normandia. Pelo menos um refém foi morto, enquando os dois sequestradores foram abatidos pela unidade de intervenção da polícia francesa, anunciou o porta-voz do Ministério do Interior francês. Os media locais e a polícia avançam que a vítima mortal foi um padre, de 84 anos. A comunicação social refere que terá sido degolado.

De acordo com o porta-voz do Ministério de Bernard Cazeneuve, outro refém encontra-se “gravemente ferido”, sendo que a imprensa local adianta que se trata de um fiel que estava prestes a ser degolado por um dos sequestradores. Desconhece-se ainda a motivação do ataque.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, reagiu no Twitter ao que considera ser um “ataque bárbaro”. E deixou uma mensagem de solidariedade para com os católicos.

Entre os reféns estavam um padre, duas freiras e dois fiéis. Outra freira chegou a ser sequestrada, mas foi logo libertada, tendo alertado as autoridades sobre o sequestro, de acordo com a imprensa local.

A zona foi isolada por um perímetro de segurança e as autoridades pedem às pessoas no Twitter para não tirarem fotografias nem gravarem vídeos da operação. Entretanto, o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, já anunciou que se vai deslocar ainda esta manhã ao local. François Hollande já está na região.

Este sequestro acontece numa altura em que a França prolonga o estado de emergência, na sequência do massacre em Nice, a 14 de julho, em que morreram 84 pessoas e outras 200 ficaram feridas.

O governo francês vive momentos de tensão, com a oposição a acusar o executivo de não tomar medidas suficientes para o reforço da segurança no país. Respondendo às críticas, o Presidente gaulês negou esta segunda-feira que o seu governo tenha tentado alterar o relatório sobre o dispositivo policial em Nice, na noite do atentado, apelando à oposição para “pôr fim às polémicas” e ajudar a travar a ameaça terrorista.