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Japão descarta ligações a terrorismo islâmico no ataque em clínica

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Vista aérea do centro de apoio a pessoas com deficiência, onde na segunda-feira à noite decorreu o ataque que vitimou 19 pessoas

YOMIURI SHIMBUN / EPA

O autor do ataque, um homem de 26 anos, já tinha trabalhado no centro de apoio a pessoas com deficiência

O Governo japonês disse esta terça-feira não haver ligações a terrorismo islâmico no caso do homem armado com uma faca que matou 19 pessoas na segunda-feira num centro de apoio a pessoas com deficiência, o maior massacre no país em décadas.

"Para já, não temos informação que vincule o suspeito a grupos islamitas", disse o porta-voz do Governo, Yoshihide Suga, numa conferência de imprensa, citado pela agência de notícias Kyodo. Yoshihide Suga considerou o "incidente extremamente trágico e chocante".

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, lamentou a morte das 19 pessoas, que vivam numa residência de Sagamihara, nos subúrbios de Tóquio.

"Temos de procurar a real causa deste crime e o Governo vai esforçar-se por isso", afirmou, numa reunião do Partido Liberal Democrata (PLD).

Pelo menos 19 pessoas morreram e 20 ficaram feridas com gravidade neste ataque, segundo os bombeiros e a polícia.
O atacante é um homem de 26 anos que já trabalhou nesse mesmo centro de apoio.

O homem entregou-se à polícia e declarou-se culpado. Segundo os meios de comunicação social japoneses, que citam elementos da polícia, o homem declarou que queria "acabar com os deficientes deste mundo".

As vítimas mortais têm entre 18 e 70 anos, ainda segundo os bombeiros. Este foi o maior massacre no Japão desde a Segunda Guerra Mundial, escreve a AFP.