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Hollande anuncia que homens que mataram padre tinham jurado fidelidade ao Daesh. “Estamos em guerra”

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PASCAL ROSSIGNOL / Reuters

Presidente francês diz que “todos os católicos e franceses” estão a sofrer com o ataque desta manhã numa igreja em Saint-Etienne-du-Rouvray. “O Daesh declarou-nos guerra e nós estamos a levar a cabo essa guerra por todos os meios, respeitando a lei porque somos uma democracia”

François Hollande manifestou esta terça-feira a sua solidariedade com a comunidade de Saint-Étienne-du-Rouvray face ao “ignóbil atentado” numa igreja, garantindo que o país continuará a utilizar todos os meios para travar a ameaça terrorista.

O Presidente francês anunciou ainda que os dois sequestradores, que foram abatidos pela polícia após terem assassinado esta manhã um padre e ferido outros reféns numa igreja em Saint-Étienne-du-Rouvray, tinham jurado fidelidade ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh). “Desta vez, a comunidade de Saint-Étienne-du-Rouvray foi posta à prova pelo assassinato cobarde do padre da paróquia por dois terroristas que reclamaram ser do Estado Islâmico”, declarou François Hollande, acrescentando que a unidade antiterrorista já abriu um inquérito sobre o caso.

“O Daesh declarou-nos guerra e nós estamos a levar a cabo essa guerra por todos os meios, respeitando a lei porque somos uma democracia”, acrescentou.

Hollande realçou a dor da tragédia e aproveitou também para elogiar, mais uma vez, o trabalho das forças de segurança no contexto de crise. “Falei com a família do padre e as pessoas que foram feitas reféns expressaram a sua dor, tristeza e vontade de compreender o que se passou. Com esta deslocação quisémos também exprimir o nosso apoio a todas as forças de segurança que intervieram rapidamente para evitar uma tragédia superior.”

Segundo o chefe de Estado gaulês, desta vez foram “todos os católicos que sofreram, mas são todos os franceses que estão em causa”, apelando à unidade nacional. “Precisamos de estar juntos num bloco e ninguém deve quebrar esse bloco”, sustentou.

Afirmando que é preciso que a comunidade internacional esteja unida quanto à necessidade de evitar que os terroristas “vão mais além”, Hollande lembrou que outros países estão a ser alvo de ataques – como a Alemanha – , reafirmando que a França se compromete a prosseguir esta luta, tal como já demonstrou com alterações legislativas e a mobilização das forças de segurança.

Por último, o Presidente francês anunciou que se irá reunir esta quarta-feira com todos os líderes religiosos em França para debater a atual situação do país.

No passado dia 14 de julho, depois do massacre de Nice, Hollande anunciou o prolongamento do estado de emergência por mais três meses e a mobilização de mais 10 mil polícias e militares. Além disso, convocou a reserva nacional para dar apoio aos efetivos da polícia, sobretudo nas zonas de fronteira.