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Al-Shabaab volta a atacar na Somália. Pelo menos 13 mortos

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Militares burundeses da Missão da União Africana na Somália (AMISOM) em patrulha nos arredores de Mogadíscio

© Feisal Omar / Reuters

Grupo islamita reivindicou dois ataques suicidas que visavam tropas da União Africana, perto do aeroporto de Mogadíscio

Margarida Mota

Jornalista

Duas fortes explosões foram sentidas na manhã desta terça-feira perto do principal aeroporto de Mogadíscio, a capital da Somália, onde está aquartelada a Missão de manutenção de paz da União Africana na Somália (AMISOM).

“Os nossos mujahidin [combatentes] atacaram Halane [um complexo fortemente protegido que abriga trabalhadores da ONU, diplomatas internacionais e a AMISOM] que é a base de forças estrageiras que estão a ocupar o nosso país muçulmano”, afirmou à Al-Jazeera Abdulaziz Abu Muscab, um porta-voz do grupo islamita Al-Shabaab. “Matamos dezenas deles.”

Segundo a televisão árabe, foram mortas nos dois ataques suicidas pelo menos 13 pessoas, nove das quais eram seguranças das Nações Unidas.

O primeiro rebentamento ocorreu próximo da entrada usada pelas tropas da União Africana e a segunda junto a um “checkpoint” controlado por forças do Governo somali. Em ambos os casos foram usados veículos armadilhados.

O grupo Al-Shabaab [A Juventude, em árabe], que tem ligações à Al-Qaeda, está empenhado em derrubar o Governo central apoiado pelas Nações Unidas. A AMISOM apoia o Governo central no combate ao Al-Shabaab.

No mês passado, o grupo reivindicou dois ataques sangrentos aos hoteis Nasa Hablod e Ambassador, na capital somali (31 mortos, no total).

Analistas preveem que a proximidade das eleições legislativas no país, previstas para o próximo mês de agosto, possa contribuir para um aumento dos ataques do Al-Shabaab.