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Terrorismo: polícia brasileira investiga novo grupo

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Getty

Operação da Polícia Federal está a investigar mais um grupo de alegados terroristas que teriam ligação com um dos detidos na semana passada

Depois da anunciada detenção de dez suspeitos de estarem a prepara um atentado durante os Jogos Olímpicos, a Polícia Federal brasileira confirmou a abertura de uma nova frente de investigação, no âmbito da chamada operação “Hastag”, que possa conduzir à localização de um segundo grupo de 15 alegados terroristas.

Contactada pelo programa “Fantástico” da TV Globo, fonte oficial a Polícia Federal respondeu por escrito aos jornalistas que “teve conhecimento do grupo virtual a partir da deflagração da Operação Hashtag”, acrescentado: “Um dos alvos de medida restritiva desta operação estava entre os participantes mais ativos do grupo. A partir dessas informações, a Policia Federal passará a analisar o caso”. Por revelar fica, para já, a identidade do alegado terrorista já detido, que teria ligações a este segundo grupo.

Na reportagem transmitida este domingo à noite pelo programa “Fantástico” da TV Globo diz-se que este segundo grupo teria, pelo menos, 15 elementos dispostos a organizar ou cometer atentados, coletivos ou individuais. O grupo terá sido descoberto por um jornalista de investigação alegadamente infiltrado na organização durante um ano e meio, entrevistado no programa.

Na quinta-feira, dia 21, o ministro da Justiça brasileiros anunciou que tinham detido dez pessoas e mantinham sob vigilância outras duas por suspeita de preparar atentados terroristas durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e ligações ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

Segundo Alexandre Moraes, membros deste grupo que não foram identificados por determinação da Justiça realizaram uma espécie de "batismo" na internet, repetindo palavras de um vídeo e jurando fidelidade ao Daesh.

"Todas as informações que temos indicam que alguns membros fizeram um único contato com o Estado Islâmico, um batismo na internet. Eles não saíram do país nem fizeram nenhum contacto pessoal, mas a partir deste juramento, alguns atos preparatórios mais específicos começaram a ser realizados pelos membros deste grupo", afirmou o ministro.

Entre esses atos preparatórios citou uma ordem para que os membros iniciassem treino em artes marciais. Um deles também entrou em contacto com um site que vende armas clandestinas no Paraguai, solicitando informações para comprar uma arma automática AK 47.

Os supostos terroristas não tinham nenhum alvo determinado ainda, mas mostravam disposição para organizar atentados.

"Era uma célula absolutamente amadora, sem nenhum preparo. Era uma ação desorganizada. Eu insisto e reitero que a questão da segurança pública gera mais preocupação do que o terrorismo nos Jogos Olímpicos. Apesar disto nós não podemos ignorar a ameaça", frisou.

http://g1.globo.com/fantastico/edicoes/2016/07/24.html#!v/5186228