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Michael Jordan: “Precisamos de garantir que as pessoas de cor recebem um tratamento justo e que a polícia é respeitada”

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PATRICK KOVARIK/ Getty Images

A antiga estrela da NBA quebrou o silêncio e irá doar dois milhões de dólares a duas instituições com o objetivo de promover “as melhor práticas de patrulhamento” e “respeito entre comunidades”. “Sei que as contribuições não são suficientes, mas espero que os recursos ajudem as organizações a fazerem a diferença”, disse

Michael Jordan vai doar dois milhões de dólares a duas instituições. O objetivo? Ajudar os afro-americanos e a polícia dos Estados Unidos da América. Numa carta, divulgada esta segunda-feira, o ex-basquetebolistas defende uma maior cooperação entre comunidades e apela ao trabalho em conjunto, a um maior entendimento e a uma mudança positiva, para que seja possível “criar um mundo mais pacífico”.

“Estou triste e frustrado com a decisão retórica e a tensão racial que, nos últimos tempos, parecem ter piorado. Sei que este país é melhor que isso e não posso mais ficar calado. Precisamos de encontrar uma solução para garantir que as pessoas de cor recebem um tratamento igual e justo e que os polícias - que todos os dias se colocam em perigo para nos proteger - são respeitados e apoiado”, lê-se na carta da antiga estrela da NBA, publicada em exclusivo pelo “The Undefeated”.

O Instituto para as Relações Comunidade-Polícia, da Associação Internacional de Chefes de Polícia, e o departamento legal e de apoio à educação da Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor são as organizações pelas quais os dois milhões de dólares vão ser igualmente repartidos.

E a escolha das instituições não foi ao acaso: se por um lado Jordan contribui para a defesa dos direitos civis dos afro-americanos, por outro presta apoio à polícia através de um departamento para o melhoramento da comunicação entre as comunidades e a autoridades. “Embora saiba que estas contribuições sozinhas não são suficientes para resolver o problema, espero que os recursos ajudem ambas as organizações a fazer a diferença”, escreveu o desportista norte-americano.

Nos últimos meses, têm sido debatida a aplicação da lei e a forma, considerada discriminatória, que a polícia usa para lidar com os afro-americanos. Os agentes são acusados do uso excessivo de violência. Como uma espécie de retaliação, já se registaram casos, nos Estados Unidos da América, em que agentes da autoridade foram mortos a tiro.