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Internacional

Alemanha rejeita “suspeita generalizada” contra refugiados

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Karl-Josef Hildenbrand / EPA

Autoridades alemãs reagem aos casos mais recentes de violência no país que envolvem cidadãos de nacionalidade ou ascendência estrangeira. E sublinham que o risco criminal representado pelos refugiados no país não é proporcionalmente “maior que no resto da população”

O ministro do Interior alemão rejeitou esta segunda-feira toda "suspeita generalizada" em relação aos refugiados depois dos atentados ou agressões dos últimos dias na Alemanha.

"Não devemos colocar os refugiados sob uma suspeita generalizada, mesmo se há processos em casos isolados" contra alguns deles, declarou Thomas de Maiziere ao grupo de 'media' Funke, em relação aos recentes ataques.

Um sírio de 27 anos que se fez explodir domingo à noite perto de um festival de música em Ansbach (sul) tinha requerido asilo, mas o pedido foi rejeitado há um ano. De acordo com as autoridades locais, o objetivo era cometer um atentado suicida. Berlim indicou que o homem estava prestes a ser expulso para a Bulgária.

Também este domingo, um requerente de asilo sírio de 21 anos matou uma mulher de 45 anos com uma machadada na cabeça, num caso passional, indicou a polícia alemã.

Há uma semana, um outro requerente de asilo, que se apresentou como afegão, feriu vários passageiros de um comboio com um machado e uma faca, em Wurtzburgo (sul), num ataque que afirmou ter cometido em nome do Daesh.

Maiziere lembrou que os 59 processos por suspeita de pertença a organizações terroristas estão atualmente a decorrer na Alemanha e implicam refugiados, apesar de terem chegado "várias centenas de milhares" ao país.

A porta-voz adjunta do governo alemão, Ulrike Demmer, indicou que o risco criminal representado pelos refugiados no país não era proporcionalmente "maior do que no resto da população".
O ministro do Interior defendeu um reforço das verificações dos migrantes que entram no país pelos serviços de segurança, sublinhando os esforços de Berlim para levar o número de migrantes que chegam à Alemanha "a um nível baixo e sustentável".


No ano passado, a Alemanha recebeu o número recorde de um milhão de refugiados, principalmente em fuga da guerra na Síria.