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Polícia alemã diz que ataque de Munique terá relação com massacre na Noruega

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Chefe da polícia de Munique, Hubertus Andrae, durante a conferência de imprensa sobre o ataque de sexta-feira

DANIEL KARMANN/EPA

As autoridades alemãs descartam qualquer relação do autor do tiroteio em Munique com o fundamentalismo islâmico

O atacante de Munique que nasceu e cresceu na cidade não estava “relacionado com refugiados”, confirmou este sábado o chefe da polícia de Munique, Hubertus Andrae.

Andrea afirmou em conferência de imprensa que o homem tinha problemas psiquiátricos e recebia tratamento por causa de uma depressão.

As autoridades alemãs afirmam também que existe uma “relação óbvia” entre o atirador e o assassino norueguês, Anders Behring Breivik, que matou 77 pessoas a 22 de julho de 2011, há precisamente cinco anos.

A polícia tinha identificado este homem como David S. e os meios de comunicação local dizem tratar-se de Ali David Sonboly, segundo avança o jornal britânico “Independent”.

A polícia de Munique atualizou, entretanto, o número de vítimas deste ataque: dez mortos (entre os quais o próprio atirador) e 27 feridos. A maioria das vítimas eram adolescentes, três dos quais com 14 anos, dois de 15, um de 17 e outros de 19 anos. Também morreram no ataque duas outras pessoas com 20 e 45 anos. No total morreram sete homens e três mulheres.

Sabe-se também que três dos mortos eram originários do Kosovo e outros três eram cidadãos turcos, confirmou este sábado o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Mevlut Cavusoglu.

Dez dos 27 feridos continuam em estado grave, incluindo um rapaz de 13 anos.

Horas antes do ataque, o jovem atirador de 18 anos terá criado um perfil falso no Facebook, que usou para atrair as vítimas para o restaurante da cadeia de fast food McDonald´s, mas as autoridades ainda estão a investigar esta pista.

A polícia disse ainda que o estudante de origem iraniana era obcecado por armas e fuzilamentos em massa, mas garante que não lhe eram conhecidas quaisquer ligações ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

Durante as buscas feitas à casa onde vivia com os pais, no bairro de Maxvorstadt, a polícia encontrou no quarto do jovem recortes de artigos sobre ataques, um dos quais intitulado “Why do students kill?” (Por que razão os estudantes matam?)

O homicida tinha consigo uma pistola Glock de 9mm e 300 balas.