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#Election2016. Michelle Obama, o ás de trunfo contra Trump

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PRIMEIRAS DAMAS Michele Obama e Hillary Clinton

FOTO REUTERS

Agora é oficial: os dias do Apocalipse estão mais próximos. Donald Trump, o homem que os media adoram odiar mas que promovem até à exaustão, vai mesmo ser o candidato republicano à presidência dos EUA. O que pareceu começar como uma piada de mau gosto transformou-se num pesadelo bem real. Ao som de "We Are The Champions", o milionário deixou o aviso na convenção do partido: "Oh, vamos ganhar. Vamos ganhar em grande". Que Deus nos ajude!

Nestas coisas o melhor é não deixar o destino nas mãos do divino, como bem explicou esta quinta-feira o selecionador nacional de futebol na RTP. Mesmo um homem de fé como Fernando Santos sabe que os milagres se fazem em terra. Não é que seja preciso um milagre para bater a antiga estrela da reality TV – a generalidade das sondagens continua a dar vantagem a Clinton – mas mais vale não deixar nada ao acaso, não vá o Trump tecê-las.

Na próxima semana, durante a convenção democrata, Hillary tem a oportunidade de colocar os seus trunfos na mesa. Para começar, não deve esquecer Bernie Sanders, juntando-a à sua equipa, como Barack Obama fez com ela há oito anos. Mas é para a mulher do atual presidente que Clinton deve olhar para fazer cheque-mate na eleição de 8 de novembro. Michelle é a escolha ideal para vice-presidente: é extremamente popular, garantiria os votos da população afro-americana e piscaria o olhos aos mais jovens.

É o complemento perfeito de Hillary, porque tem tudo aquilo que falta à mais do que provável candidata democrata: é mais jovem, é bonita, é empática, tem estilo. Os media adoram-na e o povo também. É uma excelente embaixadora de qualquer causa, está habituada aos corredores do poder de Washington e tem uma energia contagiante, como ainda esta semana mostrou ao cantar Beyonce e Stevie Wonder no Carpool Karaoke de James Corden.

Uma aliança Clinton-Obama seria também o antídoto perfeito para o poder de Trump junto dos media. A imprensa adora a história do magnata do imobiliário que virou estrela de TV, que virou candidato à presidência, e que diz um montão de disparates e um montão de coisas perigosas. Imagine-se o que não faria se tivesse em mãos a história das duas mais recentes primeiras-damas do lado democrata, a darem as mãos para derrotarem o vilão que promete tornar o mundo num lugar ainda mais perigoso?