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Cheias na China causam mais de 150 mortos

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As fortes chuvas registadas esta semana no norte e centro da China, causaram mais de 150 mortos e 110 desaparecidos, incluindo crianças. A população realizou vários protestos contra a resposta do Governo às cheias.

As fortes chuvas registadas esta semana, no norte e centro da China, causaram mais de 150 mortos e 110 desaparecidos, incluindo crianças, tendo a população realizado vários protestos contra a resposta do Governo às inundações.

A área mais afetada pela tempestade é a província de Hebei, que circunda Pequim, onde se registaram, até ao momento, 105 mortos e 104 desaparecidos, segundo os últimos dados divulgados pelas autoridades locais.

Os dados oficiais adiantam que as inundações e deslizamentos de terras causaram o colapso de mais de 52.000 casas e danificou outras 160.000, além de 700.000 hectares de culturas destruídas pelas chuvas.

Protestos contra a resposta do Governo começaram a realizar-se em várias cidades chinesas, como Hebei, onde os cidadãos se queixaram de não ter sido ativado com antecedência o aviso de mau tempo.

Também em Xingtai, os manifestantes lamentaram que o Governo tenha demorado vários dias para dar informações sobre os danos ou a existência de vítimas.

Nesta cidade industrial de 500.000 habitantes e cerca de 400 quilómetros ao sul de Pequim, registaram-se confrontos entre os cidadãos e as forças de segurança, quando os manifestantes bloquearam uma estrada principal em protesto.

Em conferência de imprensa, realizada hoje, as autoridades de Xingtai negaram que as inundações tenham sido causadas pela abertura de uma barragem e afirmaram ter avisado, através das redes sociais e televisões, para as fortes chuvas.
Todos os anos, durante a época das chuvas, que começa em maio, surgem críticas sobre a falta de transparência das autoridades, que se opõem a divulgar os avisos.