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Internacional

Rebeldes sírios fazem ultimato ao Daesh: têm 48 horas para abandonar Manbij

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Manbij fica na província de Aleppo, no noroeste da Síria

DELIL SOULEIMAN

Cidade da província de Aleppo foi alvo de bombardeamentos da coligação que vitimaram pelo menos 56 civis esta semana. Líder comunitário da localidade, já sitiada pelas Forças Democráticas da Síria, diz que o autoproclamado Estado Islâmico está a usar pessoas como "escudos"

Um dos grupos opositores ao regime de Bashar al-Assad que os EUA e os aliados estão a apoiar fizeram na quinta-feira um ultimato ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) para que abandone a cidade de Manbij, na província de Aleppo, caso contrário os seus militantes serão dizimados.

"Esta iniciativa é a úiltima hipótese que os membros cercados do Daesh têm para abandonar a cidade", avisou o Conselho Militar de Manbij, citado pela AFP. Este organismo integra as Forças Democráticas da Síria (FDS), uma aliança de sírios e de curdos que são apoiados pela coligação internacional de mais de 30 países que está a bombardear bastiões do Daesh ali e no Iraque desde setembro de 2014.

No final de junho, as FDS lançaram uma ofensiva no terreno contra o grupo radical, apoidos pela campanha aérea da coligação liderada pelos EUA. Neste momento, já têm a cidade cercada e estão a postos para avançar, aumentando os receios de que mais civis possam perder a vida nos combates que se anunciam para breve.

Esta semana, a iniciativa conjunta ficou manchada pelas mortes de pelo menos 56 civis, vítimas de bombardeamentos da coligação internacional anti-Daesh precisamente em Manbij. Em declarações à Al-Jazeera, Hasan al-Nifi, líder comunitário na cidade, confirmou que foram aviões dos EUA e dos aliados que abateram civis em várias zonas de Manbij, matando 11 crianças e dezenas de homens e mulheres inocentes, mas explicou que "o quarto de milhão de residentes estão a ser usados como escudos humanos" pelo Daesh.