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Cinco suspeitos formalmente acusados de ligações ao massacre em Nice

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Carl Court/GETTY

Os quatro homens e uma mulher, com idades entre os 22 e os 40 anos, são acusados de ajudarem Mohamed Lahouaiej-Bouhlel a preparar o ataque que provocou 84 mortos e mais de 200 feridos há uma semana

Os cinco suspeitos presentes a um tribunal francês na quinta-feira por suspeitas de terem ajudado a preparar o ataque que, a 14 de julho, provocou 84 mortos e mais de 200 feridos em Nice, foram formalmente acusados de terrorismo.

Os quatro homens e uma mulher, com idades entre os 22 e os 40 anos, são acusados de ajudarem o motorista Mohamed Lahouaiej-Bouhlel a preparar o massacre. Um deles, avançou ontem o procurador-geral francês, François Mollins, voltou à cena do ataque um dia depois para filmar o rescaldo de um atentado que foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) e que esta semana levou ao prolongamento do estado de emergência por mais seis meses em todo o país.

Inicialmente julgou-se que Bouhlel, o homem que conduziu um camião contra uma multidão de pessoas concentradas no passeio marítimo de Nice que assistiam ao fogo-de-artifício do feriado nacional de França, teria agido sozinho. Mas a descoberta de mensagens de telemóvel que trocou antes e durante o ataque conduziu as autoridades ao grupo de suspeitos agora acusados e que ficarão detidos a aguardar julgamento.

De acordo com Mollins, o grupo levou meses a preparar este ataque. Bouhlel, de origem tunisina de 31 anos, foi abatido pela polícia durante o ataque. Três dos outros cinco suspeitos — os franco-tunisinos Ramzi A e Mohamed Oualid G e o tunisino Chokri C — vão ser julgados como cúmplices do crime de "homicídio por um grupo com ligações terroristas".

Um homem de origem albanesa, chamado Artan, e uma mulher com dupla nacionalidade francesa e albanesa, identificada como Enkeldja, terão dado uma pistola a Bouhlel, enfrentado acusações de violarem a lei sobre armas "em relação a um grupo terrorista".