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MH370: Buscas podem ter estado a decorrer no sítio errado

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RICHARD BOUHET/GETTY

Especialistas acreditam que alguém poderá ter estado no controlo do avião malaio durante os momentos finais do voo. A confirmar-se, abrirá novas portas à investigação

A empresa holandesa que lidera as buscas pelo avião da Malaysia Airlines – que desapareceu a 8 de março de 2014 –, admitiu esta quinta-feira que pode ter estado a procurar os destroços no sítio errado do Oceano Índico.

Segundo a Fugro Survey, o aparelho não terá afundado logo, o que poderá significar que alguém desviou deliberadamente o avião milhares de milhas antes de cair na água. Caso se confirme a teoria, isso significa que as buscas se centraram na zona errada do Oceano Índico nos últimos dois anos.

“Se o avião foi tripulado [nos momentos finais] poderia deslizar para um longo caminho, mais longe do que a nossa área de pesquisa. Por isso eu acredito que a conclusão lógica será, talvez, outro cenário”, disse à Reuters Paul Kennedy, diretor do projeto da Fugro Survey.

“Se não estiver lá, isso significa que está em outro lugar”, acrescentou.

Mais de dois anos após o desaparecimento do avião, foram apenas encontrados alguns destroços na África do Sul e nas Maurícias, que foram analisados na Austrália por uma equipa internacional de especialistas.

Na próxima sexta-feira as autoridades da China, Austrália e Malásia vão discutir o futuro da investigação, sendo que da última vez os governos dos respetivos países decidiram que os trabalhos não prosseguiriam a não ser que surgisse uma nova pista credível.

O avião da Malaysia Airlines, que partiu de Kuala Lumpur com destino a Pequim, desapareceu a 8 de março de 2014 com 239 pessoas a bordo, cerca de 40 minutos após ter levantado voo. Há várias hipóteses em cima da mesa, mas o desaparecimento do aparelho continua um mistério.