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Detidos dez suspeitos de estarem a preparar atentado nos Jogos Olímpicos

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Buda Mendes/ Getty Images

Polícia brasileira desenvolveu operação antiterrorista em colaboração com serviços de informação e segurança de diversos países

A Polícia Federal brasileira deteve esta quinta-feira dez suspeitos de estarem a preparar um atentado terrorista durante os Jogos Olímpicos que começam a 5 de agosto no Rio de Janeiro.

Segundo fontes da Presidência brasileira, os suspeitos estariam em contacto com elementos do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

O Presidente interino, Michel Temer, foi informado esta quinta-feira de manhã da operação em que colaboraram serviços de informação e segurança de diversos países. Estas detenções ocorrem precisamente na semana em que um grupo extremista brasileiro jurou obdediência ao Daesh.

Segundo fonte da Polícia Federal, os dez suspeitos, cuja identidade não foi para já revelada, faziam parte de uma alegada célula terrorista que estava a ser vigiada pelas autoridades por disseminarem informação de grupos extremistas.

Tratam-se de cidadãos brasileiros e estrangeiros a viver no Brasil cujo comportamento na internet levantou suspeitas de estarem a preparar um atentado terrorista. Ao “Estado de São Paulo”, fonte da Polícia Federal disse que, para além dos detidos, estão a ser vigiados mais 90 pessoas.

“Todas as informações que temos indicam que algumas membros fizeram um único contato com o Estado Islâmico, um batismo na internet. Eles não saíram do país nem fizeram nenhum contato pessoal, mas a partir deste juramento, alguns atos preparatórios mais específicos começaram a ser realizados pelos membros deste grupo”, declarou o ministro da Justiça brasileiro, Alexandre de Moraes, esta tarde durante uma conferência de imprensa.

O governante disse ainda que é essencial manter o caso em segredo de Justiça de forma a não prejudicar as investigações.

Os suspeitos estavam a comunicar através do Telegram, uma aplicação semelhante ao Whatsapp, que permite maior confidencialidade entre os utilizadores, e pelo próprio Whatsapp. Três deles terão sido identificados durante uma conversa sobre explosivos num bar, segundo a “Folha de São Paulo”. Apesar de estar a ser seguido pela polícia, foi o dono do bar que dominava a língua árabe que avisou as autoridades sobre o teor do diálogo.

Outros suspeitos já estavam a preparar os atos terroristas, adquirindo armamento como Kalashnikovs importadas a partir do Paraguai.

Esta quinta-feira, Alexandre de Moraes defendeu que a criminalidade no Brasil será a maior ameaça durante os Jogos Olímpicos. “A criminalidade preocupa mas que o terrorismo, por isso estamos reforçando o policiamento. Teremos número maior de delegações, de turistas de todos os países. Não podemos deixar que passe imagem de criminalidade no Brasil”, disse o ministro brasileiro em entrevista à “Folha de São Paulo”.

Os serviços secretos franceses já tinham alertado este mês para a existência de planos concretos de atentados que visavam a delegação gaulesa nos Jogos Olímpicos.