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Coligação liderada pelos EUA ultima planos para “encurralar” o Daesh no Iraque e na Síria

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STRINGER / Reuters

Encontro de 30 aliados em Washington termina com acordo para reforçar campanha contra o autoproclamado Estado Islâmico nos bastiões de Mossul e Raqqa. General norte-americano alerta, contudo, que “esforço final” para derrotar o grupo não vai acabar com a sua ideologia radical nem eliminar as suas capacidades de executar ataques noutras zonas

Os Estados Unidos e os seus aliados da coligação criada há dois anos para destronar o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) definiram esta quarta-feira uma estratégia de "esforço final" para derrotar o grupo, concentrando a sua campanha de bombardeamentos aos bastiões de Raqqa, na Síria, e de Mossul, no Iraque, explicou o general norte-americano Ashton Carter.

Na reunião que decorreu na quarta-feira em Washington, representantes de mais de 30 países da coligação discutiram igualmente planos para estabalizar as áreas intervencionadas após a derrota do Daesh.

"Temos de garantir que os nossos parceiros no terreno têm o que precisam para vencerem esta luta e depois aguentarem, reconstruírem e governarem o seu território", disse o chefe das Forças Armadas norte-americanas.

Nos últimos meses, o grupo jiadista tem estado a perder importantes faixas de território nos dois países onde, em junho de 2014, anunciou a instalação de um califado. A sua última grande derrota aconteceu há menos de um mês, quando as forças iraquianas conseguiram retomar Fallujah.

Depois dessa operação, o exército do país começou a delinear planos para derrotar o grupo radical em Mossul, a segunda maior cidade do Iraque que é a capital de facto e o último bastião dos jiadistas ali, tendo agora confirmação de que receberá apoio aéreo redobrado da coligação internacional.

"Deixem-me ser claro: [as nossas operações] vão culminar no colapso do controlo do ISIL [Estado Islâmico do Iraque e do Levante] sobre as cidades de Mossul e Raqqa", garantiu Carter aos jornalistas após a reunião, sublinhando contudo que esse colapso não vai ditar o fim da ideologia radical do grupo nem destronar as suas capacidades de levarem a cabo ataques noutras áreas e países.

Com a tomada de Fallujah e o atentado contra o aeroporto Atatürk em Istambul no final de junho, vários analistas têm alertado para o facto de o Daesh poder vir a multiplicar o número de ataques de retaliação fora do Médio Oriente por estar a perder terreno no Iraque e na Síria.