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Donald Trump é o candidato republicano à Casa Branca e tem licença para... despedir

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A vitória parecia certa

Chip Somodevilla

A nomeação de Trump pelos republicanos significa a vitória de um discurso nacionalista, xenófobo e temeroso do resto do mundo. Se parecia impossível até há pouco, já é realidade

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

A subida de poder do candidato espantou quase toda a gente e agora é oficial, Donald Trump é o homem dos republicanos à corrida à Casa Branca nas eleições de novembro.

O segundo dia da convenção nacional republicana de Cleveland foi ensombrado durante horas pelo plágio que o discurso de Melania Trump fazia de excertos do que a ainda primeira-dama, Michele Obama, proferiu em 2008 na convenção do partido democrata onde o seu marido foi declarado candidato à presidência.

Apresentada à audiência por Donald Trump como “a próxima primeira-dama”, Melania tentou humanizar o marido com o seu discurso pouco depois de ainda se terem ouvido vozes dissidentes na Arena de Cleveland. Logo a seguir, e indiferentes aos comentários que corriam mundo nos media e redes sociais, as hostes republicanas uniram-se numa retórica de maledicência da candidata democrata. “Prendam-na, prendam-na!” gritava-se em coro ao mesmo tempo que se projetavam imagens do ataque a Bengasi com a pergunta “o que aconteceu realmente em Bengasi?”.

Logo a seguir ao anúncio do triunfo de Trump, passou a ser tempo de fazer saber que, uma vez eleito, daria início a uma purga na administração da maioria dos nomeados pelas administrações Obama. Além disso, Trump poderá ainda pedir ao Congresso que aligeire a legislação para permitir despedir mais facilmente, escreve a agência Reuters citando o aliado do candidato Chris Christie.

“Como sabem da sua outra carreira, Donald gosta de despedir pessoas”, disse Christie, numa reunião à porta fechada com dezena de doadores da convenção republicana, segundo uma gravação obtida pela Reuters e confirmado por dois dos participantes na reunião. O governador de Nova Jérsia, que lidera a equipa de transição de Trump para a Casa Branca, referia-se à frase que ele repetia quando pariticpava no programa de televisão The Apprentice “Está despedido!”.

Por enquanto, quer a direção da campanha de Trump quer a Federação Americana dos Empregados do Governo recusaram-se fazer comentários à Reuters.