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Internacional

Criminalidade é ameaça pior às Olimpíadas do que terrorismo

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O ministro brasileiro da Justiça, Alexandre de Moraes, fala sobre o assunto numa entrevista à “Folha de São Paulo”

GETTY

O ministro brasileiro desvaloriza o risco da ocorrência de atentados durante os Jogos Olímpicos, considerando que a probabilidade de ataques por lobos solitários é “próxima de zero”

O risco de ocorrência de atentados terroristas durante os Jogos Olímpicos do Rio, que arrancam daqui a três semanas, é desvalorizada pelo ministro brasileiro da Justiça, Alexandre de Moraes, que se mostra muito preocupado com a criminalidade.

“A criminalidade preocupa mas que o terrorismo, por isso estamos reforçando o policiamento. Teremos número maior de delegações, de turistas de todos os países. Não podemos deixar que passe imagem de criminalidade no Brasil”, declara o governante numa entrevista concedida à “Folha de São Paulo”.

Moraes diz que apesar de existir a hipótese de atentados, tal o mesmo acontece neste momento “no mundo inteiro”, “a probabilidade é mínima”. O ministro afirma que mesmo o risco de ataques levados a cabo por lobos solitários, como parece ter sido o recente caso de Nice, a “chance está próxima do zero”.

“A questão do terrorismo se combate com inteligência e formação, preparando os protocolos e cuidados em aeroportos”, refere.

A questão da segurança e dos altos níveis de criminalidade poderem afetar os Jogos Olímpicos do Rio é levantada num recente artigo da revista “The Economist”, que divulga um quadro negro mostrando que a taxa de assassínios ocorridos no Brasil (26 por cada 100 mil habitantes) é de longe a mais alta de todos os países que receberam anteriormente a competição.