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Internacional

Coreia do Norte dispara três mísseis balísticos, EUA vão fazer queixa à ONU

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Chung Sung-Jun

Washington já informou que vai pedir ao Conselho de Segurança que se manifeste sobre a “clara violação” das suas resoluções por Pyongyang

Os Estados Unidos anunciaram na madrugada desta terça-feira (hora portuguesa) que vão levar à ONU as suas preocupações com os novos lançamentos de mísseis pela Coreia do Norte, uma ação que o país diz ser uma "clara violação" das resoluções do Conselho de Segurança.

“Temos a intenção de manifestar a nossa preocupação às Nações Unidas, a fim de reforçar a determinação internacional em responsabilizar [a Coreia do Norte] por estas ações provocadoras”, disse o comandante Gary Ross, porta-voz do Pentágono, depois do lançamento de três mísseis balísticos por Pyongyang na segunda-feira.

Segundo as Forças Armadas da Coreia do Sul, o regime norte-coreano voltou a executar disparos de mísseis, desta feita a partir da região de Hwangju, com cada um a viajar entre 500 e 600 quilómetros antes de caírem no mar.

Sob as mais recentes sanções da ONU a Pyongyang, o regime está proibido de levar a cabo qualquer teste nuclear ou de tecnologia de mísseis balísticos. Apesar disso, em janeiro o país executou o seu quarto teste nuclear e parece ter agora voltado a testar o lançamento de mísseis.

Reagindo aos disparos, Hwang Kyo-ahn, primeiro-ministro da Coreia do Sul, disse que o que em tempos foi "um raro fenómeno do passado" tornou-se uma "ação contínua" este ano. "A ameaça à nossa segurança nacional tem escalado muito rapidamente num curto período de tempo", declarou.

Há duas semanas, a Coreia do Sul e os Estados Unidos chegaram a um acordo para implementar na península coreana o avançado sistema antimísseis THAAD, sob o argumento de que a região tem de ser protegida das ameaças e agressões de Pyongyang.