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Malaysia Airlines vai pagar indemnizações às famílias das vítimas do voo MH17

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Destroços do avião da Malaysian Airlines, que se despenhou na Ucrânia, em julho de 2014

DIMITAR DILKOFF/GETTY IMAGES

Prazo para apresentar pedidos de compensações terminava ontem, dia em que se completaram dois anos do abate do avião de passageiros ao sobrevoar o leste da Ucrânia em guerra

A Malaysia Airlines alcançou um acordo com os familiares da maioria das vítimas da queda do voo MH17, precisamente dois anos depois de o avião ter sido abatido, alegadamente por separatistas pró-russos, no leste da Ucrânia, provocando a morte das 298 pessoas a bordo, na sua maoiria de nacionalidade holandesa.

Veeru Mewa, o advogado que representa o conjunto de famílias indemnizadas, explicou aos jornalistas holandeses que não pode avançar mais detalhes sobre as compensações que vão ser pagas porque os dois lados assinaram um acordo de sigilo.

Ontem, dia em que se completaram dois anos do desastre, acabava o prazo para se apresentarem pedidos de indemnizações. Sob a Convenção de Montreal, que regula o setor da aviação comercial, as companhias aéreas têm de pagar até 145 mil dólares (131 mil euros) às famílias das vítimas independentemente das circunstâncias do acidente.

Dois anos depois do abate do MH17, a procuradoria holandesa continua à espera de informações da Rússia sobre esse desastre. O Ocidente e a Ucrânia garante, desde o início, que foram os rebeldes separatistas pró-Moscovo os responsáveis pela queda do voo da Malaysia Airlines que partiu de Amesterdão com destino a Kuala Lumpur a 17 de julho de 2014; a Rússia responsabiliza as forças ucranianas pelo sucedido.

No ano passado, um inquérito das autoridades holandesas concluiu que o avião foi abatido por um míssil Buk de fabrico russo, sem no entanto apontar ou responsabilizar qualquer das partes do conflito civil que continua em marcha no leste da Ucrânia há mais de dois anos, numa guerra que já clamou pelo menos nove mil vidas e produziu mais de dois milhões de deslocados e refugiados.

Os familiares de alguns dos passageiros que perderam a vida deram início a um processo legal contra a Rússia e contra Vladimir Putin no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Na quinta-feira, as famílias dos seis tripulantes do voo abriram um outro processo judicial contra a Malaysia Airlines, acusando a companhia de negligência e quebra de contrato.