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Autoridades turcas anulam férias dos funcionários públicos

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Binali Yildirim, primeiro-ministro da Turquia

MUSTAFA AKTAS/ PRIME MINISTER PRESS OFFICE / HANDOUT/ Reutes

Na sequência da tentativa do golpe de Estado, quem já se encontre de férias deverá “regressar ao seu posto no mais breve prazo possível”. A decisão foi anunciada por Binali Yildirim, primeiro-ministro, que acrescentou ainda que as viagens ao estrangeiro só podem acontecer com autorização

As autoridades turcas anularam esta segunda-feira as férias de todos os funcionários públicos, até nova ordem, por decisão do primeiro-ministro e decidiram que apenas poderão viajar para o estrangeiro com uma ordem expressa, informou a cadeia televisiva turca NTV.

De acordo com uma decisão do chefe do Governo, Binali Yildirim, publicada esta segunda-feira no Jornal oficial três dias após a fracassada tentativa de golpe militar, as férias anuais de todos os funcionários turcos são anuladas até nova ordem.

Os funcionários que se encontrem de férias deverão "regressar ao seu posto no mais breve prazo possível", acrescenta o texto ao anunciar uma medida que no total abrange mais de três milhões de pessoas.

Em paralelo, a emissora turca NTV informou que os funcionários públicos apenas poderão viajar para o estrangeiro com autorização expressa dos seus superiores, no âmbito da operação para localizar apoiantes do clérigo islamita Fethullah Gülen, que o Governo acusa de ter impulsionado o fracassado golpe de Estado de 15 de julho.

A emissora turca afirmou que esta nova ordem foi comunicada a todos os organismos públicos, e na prática impede a saída para o exterior de todos os funcionários públicos.

Aliado durante anos do Presidente Recep Tayyip Erdogan e do islamita-conservador Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, o partido do Governo), Gülen começou a ser acusado há uns anos de tentar criar um Estado paralelo para destabilizar o país.

A Procuradoria qualifica agora a rede 'gulenista' de "organização terrorista de Fethullah Gülen (FETÖ)", apesar de não se conhecer nenhuma mensagem do clérigo a favor da violência e do uso das armas.

Na sequência do golpe, o Governo desencadeou uma purga na administração pública, com milhares de detenções e suspensões de juízes, polícias, militares e funcionários em geral.

O Ministério do Interior já expulsou 8.777 funcionários, na maioria polícias e guardas, enquanto dos restantes ministérios foram suspensos cerca de 1.500 empegados.