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Trump abre a porta a uma intervenção militar contra o Daesh

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JOSHUA ROBERTS/REUTERS

Se for eleito, o candidato conservador às presidenciais americanas poderá pedir ao Congresso autorização formal para uso de força militar contra o Daesh. Sobre este assunto, a campanha do magnata revela ao Expresso que surgirão novos detalhes esta semana, durante a Convenção do Partido Republicano

Após o atentado de Nice, na passada quinta-feira, Donald Trump declarou que a humanidade encontra-se numa situação de guerra mundial contra o Daesh, o auto-intitulado Estado Islâmico.

“E se olharmos para o que se está a passar, percebemos que é guerra vinda de todas as partes”, explicou o multimilionário nova-iorquino que será nomeado, oficialmente, candidato do Partido Republicano às presidenciais americanas de oito de Novembro, na reunião magna que se realiza entre amanhã e quinta-feira, na cidade de Cleveland.

Estas declarações foram repetidas ao longo deste fim-de-semana no canal Fox News, com quem Trump estivera de candeias às avessas no início das primárias. Feitas as pazes, e dada a orientação editorial do canal, tido como pró-Partido Republicano, o magnata usou esta plataforma para dar a sua opinião sobre o estado da guerra contra o terrorismo.

Apesar do tom da resposta, Trump escusou-se a revelar, de forma clara, se, caso seja eleito presidente, irá pedir ao Congresso americano que o autorize a declarar guerra ao Daesh.

Acenando com a cabeça que sim, mas sem nunca exprimir a intenção por palavras, Trump afirmou, em entrevista ao seu amigo de longa data Bill O’Reilly, que “algo tem de ser feito”.

Em declarações ao Expresso, Sam Clovis, o conselheiro do candidato republicano que, na quinta-feira, recebe uma equipa do Parlamento Europeu para debater as relações entre EUA e UE, afirma que “surgirão novos detalhes sobre esta matéria durante a Convenção”.

No passado, o chefe de Estado americano, Barack Obama, pediu ao Congresso autorização para o uso de força militar contra o Daesh, mas o requerimento congelou na Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso), dominada por uma maioria republicana.

Por outro lado, Hillary Clinton, presumível candidata do Partido Democrata, cuja convenção realiza-se na próxima semana, entre os dias 25 e 28, reconhece que existe um conflito, mas que se trata de “uma guerra de natureza diferente”.

Numa entrevista ao canal público de televisão, PBS, a ex-secretária de Estado americana disse também que é necessário que os EUA e os seus aliados partilhem mais informação de forma a prevenir novos atentados, como o de Nice, ao mesmo tempo que as forças terrestres no Iraque e Síria intensificam os ataques contra o Daesh.