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Tusk diz que forma como Turquia sairá da crise será essencial

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FRANCOIS LENOIR/Reuters

Presidente do Conselho Europeu alerta que a forma como a Turquia sair da crise, após a tentativa fracassada de golpe de Estado, marcará o futuro da relação com a UE

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou este sábado que a forma como a Turquia sair da tentativa de golpe de Estado, que o governo diz ter fracassado, determinará o futuro das relações com Bruxelas.

"A pergunta chave é como sairá a Turquia desta crise e enfrenta as consequências, algo que será crucial não apenas para o país, mas para toda a região e para as suas relações com a União Europeia", disse, em conferência de imprensa, no final da cimeira do Encontro Ásia-Europa (ASEM), que terminou hoje em Ulan Bator, capital da Mongólia.

Tusk assegurou que agora "é demasiado cedo para especular sobre as consequências" da tentativa de golpe, já que continua a haver desenvolvimentos no país.

"A situação parece estar sob controlo em Istambul, mas ainda está longe de estar estabilizada", observou.

O líder europeu sublinhou que "os desafios da Turquia não podem solucionar-se com as armas".

"Os golpes militares já não têm lugar numa Turquia moderna. Não há alternativa à democracia e ao Estado de Direito", frisou.

"A nossa esperança e intenção é manter a Turquia como um parceiro-chave em todas as suas dimensões", acrescentou.

A Turquia é um importante vizinho da UE, com a qual encetou negociações para aderir ao bloco em 2005, apesar de o processo quase não ter avançado nos últimos anos, e é um país-chave no trânsito para a Europa de imigrantes procedentes da Ásia, sobretudo refugiados sírios.

Militares rebeldes puseram em marcha na sexta-feira uma tentativa de golpe de estado que o Governo e os serviços secretos dão há horas como fracassada, embora admitindo que permanecem bolsas de resistência.

Segundo o mais recente balanço, feito pela Procuradoria turca, pelo menos 60 pessoas morreram esta noite no país no decurso da tentativa de golpe.