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Secretário-geral da NATO elogia apoio da população turca “à democracia”

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PAWEL SUPERNAK / EPA

Além de Stoltenberg, outros líderes mundiais deixaram apelos à população para que apoiasse o Governo do Presidente Erdogan

“Saúdo o forte apoio mostrado pela população e todos os partidos políticos à democracia e ao Governo democraticamente eleito na Turquia.” As declarações foram realizadas este sábado pelo secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, na sua conta de Twitter.

Já antes, Stoltenberg apelara à calma, moderação e ao respeito pelas instituições democráticas e constitucionais na Turquia, sublinhando em comunicado que o país “é um valioso aliado da NATO”.

Outros líderes internacionais, como o Presidente norte-americano, Barack Obama, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, proferiram declarações semelhantes.

Obama incentivou a Turquia a apoiar o Governo “democraticamente eleito” do Presidente Erdogan, após uma conversa telefónica com o seu secretário de Estado, John Kerry, que se encontra na Turquia. Ainda assim, o Presidente dos Estados Unidos (EUA) apelou à “à contenção”, sublinhando a necessidade de se “evitar a violência ou banho de sangue” no país.

As palavras da chanceler alemã também foram no mesmo sentido: Angela Merkel sublinhou o respeito pela “ordem democrática”, acrescentando que “tudo deve ser feito para proteger as vidas humanas”.

Já a Rússia mostrou-se “bastante preocupada” com a instabilidade na região. “O inflamar da situação política doméstica contra as secretas ameaças terroristas na Turquia e o conflito armado na região aumenta o risco à estabilidade regional e internacional”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, em comunicado.

A Turquia foi atingida por uma tentativa de golpe de Estado na sexta-feira à noite, embora o primeiro-ministro, Binali Yildirim, e o Presidente Erdogan tenham garantido que a situação está “completamente sob controlo”.

Este sábado, o último balanço aponta para 2839 membros das Forças Armadas detidos, onde se encontram altos responsáveis militares, segundo avançou o primeiro-ministro. Pelo menos 161 dos golpistas terão perdido a vida.