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Primeiro-ministro turco admite regresso da pena de morte

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REUTERS

Binali Yildirim turco diz que a “tentativa de golpe de Estado é uma mancha negra na democracia” e admite a reintrodução da pena de morte no país

O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, garantiu este sábado que o país está “totalmente sob controlo” e que a situação está a voltar à normalidade em Ancara e Istambul.

Afirmando que a “tentativa de golpe de Estado é uma mancha negra na democracia”, Binali Yildirim sublinhou que a pena de morte não está prevista na Constituição, mas poderá ser alvo de alterações no futuro, tendo em conta os “traidores.”

O governante acusou os golpistas de serem seguidores do clérigo muçulmano Fethullah Gulen e deixou um aviso: “Qualquer país que esteja a favor dos rebeldes e do clérigo muçulmano Fethullah Gulen não será amigo da Turquia e será considerado em guerra com o membro da NATO”, disse o primeiro-ministro turco citado pela Reuters.

Fethullah Gulen já negou contudo a acusação, garantindo que se opõe ao uso da força para a queda do governo. “Condeno, nos termos mais fortes, a tentativa de golpe militar na Turquia. A escolha do governo deve ser feita por um processo de eleições livres e justas, não pela força. Como alguém que sofreu vários golpes militares durante as últimas cinco décadas, é especialmente insultuoso para ser acusado de ter qualquer ligação a essa tentativa. Nego categoricamente tais acusações”, disse o clérigo muçulmano em comunicado.

“Peço a Deus para a Turquia, para os cidadãos turcos e para todos aqueles atualmente na Turquia que esta situação seja resolvida pacífica e rapidamente”, acrescentou.

Binali Yildirimn confirmou também que 265 pessoas morreram e 1440 ficaram feridas, enquanto 2839 soldados e coronéis foram detidos na sequência da tentativa de golpe militar.

Turquia pede extradição de oito golpistas

Entretanto, o governo turco solicitou a extradição de oito militares turcos envolvidos na tentativa de golpe de Estado, após terem fugido para a Grécia para pedir asilo. “Apelamos à Grécia para extraditar os golpistas o mais depressa possível”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Cavusoglu.

Atenas já garantiu que o helicóptero turco será devolvido “o mais rápidamente possível” a Ancara e mantém-se nesta altura em contacto com as autoridades turcas. No entanto, explica que irá analisar os pedidos de asilo de oito militares da Turquia.

“Nós vamos seguir os procedimentos previstos na lei internacional. Mas teremos em conta o facto de os militares turcos serem acusados no seu país de violar a ordem constitucional e tentar derrubar a democracia”, disse a porta voz do executivo helénico, Olga Gerovasili.