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Estado Islâmico reivindica atentado em Nice

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Dois dias depois do massacre em Nice, o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) reivindica a autoria do ataque através do seu órgão de propaganda. Mohamed Lahouaiej Bouhle é descrito como um dos “soldados” da organização jiadista

O grupo extremista Estado Islâmico reclamou o atentado de quinta-feira à noite em Nice, quando um camião atingiu uma multidão, causando a morte da 84 pessoas, que celebravam o Dia de França.

A informação foi avançada pela agência de notícias ligada aos jihadistas Amaq que cita uma fonte da segurança do grupo extremista: "O autor da operação (...), realizada em Nice, em França, é um soldado do Estado Islâmico. Ele executou a operação em resposta aos apelos lançados para atacar os países da coligação que combatem o Estado Islâmico".

Na quinta-feira à noite, um camião avançou durante dois quilómetros sobre as pessoas que estavam na Promenade des Anglais (Passeio dos Ingleses) a assistir ao fogo-de-artifício para celebrar o dia de França.

O último balanço das autoridades francesas aponta para 84 mortos e 202 feridos.

Entre as vítimas mortais contam-se "dez crianças e adolescentes", afirmou François Mollins, procurador de Paris responsável pela secção antiterrorista do ministério público francês.

Das 202 pessoas que ficaram feridas, 52 estão entre a vida e a morte, precisou o magistrado.

Pelo menos um cidadão português ficou ferido no ataque, confirmou o Governo português.

O condutor do camião foi abatido pela polícia. As autoridades francesas já consideraram estar perante um atentado e o Presidente da França, François Hollande, anunciou o prolongamento por mais três meses do estado de emergência que vigora no país desde o ano passado.

(Em atualização)