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Egito bloqueou declaração do Conselho de Segurança da ONU

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O Egito bloqueou hoje uma declaração do Conselho de Segurança da ONU em que se denunciava a tentativa de golpe de Estado na Turquia, anunciaram fontes diplomáticas

O Egito bloqueou este sábado uma declaração do Conselho de Segurança da ONU em que se denunciava a tentativa de golpe de Estado na Turquia, anunciaram diplomatas.

Os Estados Unidos, depois de terem falado com Ancara, propuseram na sexta-feira um projeto de declaração a defender o “respeito pelo Governo democraticamente eleito na Turquia”.

Mas o Egito, membro não permanente do Conselho, levantou objeções porque as suas relações com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan não são as melhores.

Erdogan tem apoiado a confraria dos irmãos muçulmanos do ex-presidente egipcio Mohamed Morsi, destituido em 2013 pelo exército liderado pelo general Abdel Fattah al-Sissi.

Desde então, Tayyip Erdogan tem denunciado o “golpe de Estado” no Egipto.
Durante a discussão no Conselho, o Egito afirmou “que não cabe ao Conselho determinar se o Governo turco é democraticamente eleito” e pediu a supressão desta menção, explicou um diplomata.

Apesar da insistência dos Estados Unidos, o Egito manteve a sua posição de bloqueio, o que levou ao abandono do projeto de declaração.

No projeto de texto salientava-se a preocupação do Conselho de Segurança da ONU e defendia-se “a urgência de pôr fim à crise” na Turquia.

A Turquia foi alvo de uma tentativa de golpe de Estado na sexta-feira à noite, mas o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, disse este sábado que a situação no país “está completamente sob controlo”.

O último balanço aponta para 161 mortos entre civis e forças leais ao presidente Recep Erdogan, 1.440 feridos e 2.839 militares revoltosos detidos.

Yildirim adiantou que 20 militares revoltosos morreram no decurso da tentativa de golpe de Estado, números que contrariam o balanço inicialmente avançado pelas Forças Armadas, que apontavam para 104 mortes de militares revoltosos, abatidos pelas forças leais ao presidente Erdogan.