Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Rui Costa: “Não me sinto em segurança aqui em França”

  • 333

KENZO TRIBOUILLARD/AFP/Getty Images

“O ciclismo reúne milhares de pessoas no mesmo sítio, é um alvo fácil”, afirmou esta sexta-feira, na sequência do atentado em Nice, um dos dois portugueses que disputam a Volta a França

O ciclista português Rui Costa, atual 55.º classificado do Tour, escreveu esta manhã na sua conta no Facebook que se sente inseguro em França, um dia depois do atentado em Nice que provocou pelo menos 84 mortos.

“Não me sinto em segurança aqui em França. O ciclismo reúne milhares de pessoas no mesmo sítio, é um alvo fácil”, escreve no Facebook Rui Costa, da equipa Lampre-Merida, um dos dois portugueses que estão a disputar a Volta a França de 2016, em conjunto com Nelson Oliveira, da Movistar, atual 123.º classificado

Rui Costa não esconde que teme pela segurança dos ciclistas e adeptos da mais importante prova velocipédica mundial, repudiando “mais um bárbaro atentado”: “Basta de violência, basta de matar inocentes”, escreve.

O britânico Chris Froome (Sky), vencedor do Tour em 2013 e 2015 e líder da edição deste ano, utilizou a sua conta oficial no Twitter para manifestar apoio “a todos os que foram atingidos pelo pavoroso atentado terrorista em Nice”.

A organização da Volta a França vai reforçar a segurança para proteger as cerca de 30.000 pessoas na etapa de esta sexta-feira, a 13.ª da 103.ª edição da prova, um contrarrelógio individual entre Bourg Saint Andéol, a cerca de 300 quilómetros de Nice, e La Caverne du Pont D'arc, na extensão de 37,5 quilómetros.

O atentado em Nice, sul de França, na quinta-feira à noite, fez, pelo menos, 84 mortos e 18 feridos continuam em estado considerado crítico, segundo um novo balanço do Governo francês.

Um camião atingiu uma multidão em Nice, França, na Promenade des Anglais, quando decorria um fogo de artifício para celebrar o dia de França.

O último balanço das autoridades francesas aponta para 84 mortos e uma centena de feridos, 18 dos quais continuam em estado considerado crítico. O condutor do camião foi abatido pela polícia, mas a autoria do ataque ainda não foi reivindicada.

As autoridades francesas já consideraram estar perante um atentado e o Presidente da França, François Hollande, anunciou o prolongamento por mais três meses do estado de emergência que vigora no país desde o ano passado. França decretou luto nacional de três dias.