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Hollande: “A França chora, mas ela é forte e será sempre ainda mais forte”

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REUTERS

Presidente francês anunciou esta noite o prolongamento do estado de emergência por mais três meses e a mobilização de mais 10 mil militares e polícias

François Hollande lamentou esta noite a ocorrência de mais um atentado em França, reconhecendo que todo o país está sob a ameaça terrorista e que é vital reforçar as medidas de segurança. “Toda a França está sob a ameaça do terrorismo islâmico e nestas circunstâncias devemos demonstar vigilância absoluta e determinação sem falhas”, declarou o Presidente francês num discurso ao país, após uma reunião do gabinete de crise.

Segundo Hollande, este ataque de “caráter terrorista” não pode ser esquecido e é de novo de “uma violência absoluta”. “Devemos fazer de tudo para lutar contra o terrorismo”, acrescentou.

Hollande anunciou ainda o prolongamento do estado de emergência – que terminaria no próximo dia 26 de julho – por mais três meses e a mobilização de mais 10 mil polícias e militares. Convocou também a reserva nacional para dar apoio aos efetivos da polícia, sobretudo nas zonas de fronteira.

Sublinhando que a França foi “atacada no dia da liberdade”, o dia que assinala a Tomada da Bastilha, Hollande acusou os fanáticos de odiarem os Direitos Humanos, mas garantiu que o país não irá ceder à ameaça terrorista.

“A França está horrorizada. A França chora, mas ela é forte e será sempre ainda mais forte do que os fanáticos que hoje querem acabar com ela”, prometeu o Presidente gaulês.

Pelo menos 77 pessoas morreram e 100 ficaram feridas esta noite em Nice, quando um condutor de um camião se dirigiu contra a multidão que se encontrava no Passeio dos Ingleses, a assistir a um espetáculo de fogo de artíficio. As autoridades francesas confirmaram entretanto que o atacante é franco-tunisino e foi abatido pela polícia.

François Hollande explicou que está a ser investigada a possibilidade de o condutor ter tido cúmplices. Nenhum grupo reivindicou ainda a autoria do atentado.