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Pelo menos 80 mortos em ataque em Nice

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ERIC GAILLARD

Último balanço feito pelo ministro do Interior indica 80 mortos e 18 feridos em estado grave. Polícia francesa fala numa investida de um camião contra a multidão que assistia a um espectáculo de fogo de artifício em Nice, no dia em que se celebra a Tomada da Bastilha. O camião estava carregado com armas e granadas

Um camião atropelou esta quinta-feira à noite várias pessoas, no Passeio dos Ingleses em Nice, onde assistiam a um espetáculo de fogo de artíficio a assinalar o Dia da Tomada da Bastilha. O último balanço feito pelo ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, indica 80 mortos e 18 feridos em estado grave.

Sebastien Humbert, da câmara dos Alpes Marítimos (que incluí a região de Nice) fala num balanço é extremamente pesado. Acrescenta também que o camião estava carregado com armas e granadas.

O autarca de Nice, Christian Estrosi, apelou por sua vez à calma, pedindo à população que se mantenha em casa.

O condutor do camião, que é franco-tunisíno, foi abatido pela a polícia, confirmou Sebastien Humbert à BFMTV. As autoridades encontraram os documentos de idenficação do homem no interior do camião. François Hollande confirmou durante a madrugada que ainda está a ser investigada a possibilidade de haver cúmplices.

“Há pessoas a correrem, é o pânico. Há muito sangue, sem dúvida há feridos”, relata uma testemunha, citada pelo “Le Figaro”. Uma mulher que estava no local fez um relato à Reuters: “O camião veio aos zigue-zagues pela estrada. Fugimos para o hotel e escondemo-nos na casa-de-banho, juntamente com outras pessoas.”

Foi criado um perímetro de segurança e várias pessoas estão a ser assistidas no local. Há suspeitas, mas as autoridades não confirmaram ainda que se tenha tratado de um ataque terrorista.

À semelhança do que já aconteceu, os taxistas estão a transportar gratuitamente as pessoas que estavam no local.

Entretanto, o Presidente Francês, François Hollande, convocou o gabinete de crise – que inclui o primeiro-ministro, Manuel Valls, e o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve –, para discutir o reforço das medidas de segurança no país.