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Número de mortos em choque de comboios em Itália sobe para 27

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ITALIAN FIRE BRIGADE / EPA

O acidente ferroviário aconteceu na terça-feira à hora do almoço perto da cidade de Andria, na região Sul de Itália, entre as localidades de Ruvo di Puglia e Corato

O balanço de vítimas do choque frontal entre dois comboios de passageiros que circulavam numa zona de via única na região Sul de Itália na terça-feira de manhã subiu esta quarta para 27, com dezenas de outras pessoas ainda a receber tratamento para ferimentos sustidos no acidente. Segundo o mais recente balanço, ainda provisório, confirmado à agência Efe por fontes da proteção civil italiana, o acidente resultou também em 50 feridos, muitos dos quais graves.

Os comboios colidiram entre as localidades de Ruvo di Puglia e Corato, numa zona de via única da linha local Bari Nord. Uma imagem revelada pelo apoio aéreo dos bombeiros italianos revela a dimensão da tragédia, com várias carruagens espalhadas no meio de um olival atravessado pela via férrea.

Ambas as composições eram constituídas por quatro carruagens, mas apenas as duas unidades traseiras de cada comboio não descarrilaram. Uma das carruagens voou para cima das que não foram atingidas e as outras três parecem ter desaparecido. "O cenário é idêntico ao de um acidente aéreo, com tudo desfeito," relata o presidente da Câmara de Corato, Massimo Mazzilli, citado pela Reuters.

Alertados os bombeiros e as autoridades locais, depressa se inicou o trabalho de socorro às vítimas do choque frontal, num cenário de grande caos. Do interior de uma das composições, refere a agência AP, os socorristas conseguiram retirar uma criança com vida. Também de acordo com a Associated Press, citando fontes próximas da investigação esta quarta-feira de manhã, o inquérito ao violento acidente está concentrado no "sistema antiquado de alerta por telefonia" usado pelos chefes das estações de comboios.

ITALIAN FIRE BRIGADE / EPA

"Algumas das carruagens estão desfeitas e até por isso os socorristas estão a ter muita dificuldade em retirar os feridos de entre os destroços e socorrê-los", refere Riccardo Zingaro, chefe da polícia de Andria, citado pela ANSA.

As operações de socorro estão também a ser dificultadas pelo facto do acidente ter acontecido "numa zona despovoada, em pleno campo", disse Luca Cari, porta-voz dos bombeiros citado pela agência Reuters.

O choque frontal ocorreu cerca das 11h30 locais (10h30 em Lisboa), num dia de calor intenso, e até ao momento desconhece-se que falha terá provocado este acidente.

Os comboios que colidiram pertencem à empresa privada Ferrotramviaria SpA. Com sede em Bari, trata-se de uma companhia de transporte ferroviário que assegura as ligações entre Bari e outras pequenas localidades vizinhas, além do aeroporto que serve a capital da Apúlia. Opera um total de 20 pequenos comboios elétricos e a maioria dos seus clientes são estudantes e residentes na região.

De visita a Milão, o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi já lamentou a tragédia, dizendo que o acidente "deixou o país em lágrimas". Garantiu ainda a realização de um inquérito rigoroso "que permita esclarecer o que aconteceu".

ITALIAN FIRE BRIGADE / EPA

O último grande acidente ferroviário registado em Itália data de 2009, quando um comboio de carga e que transportava GPL descarrilou e explodiu à passagem pela cidade de Viareggio. Mais de 30 pessoas morreram, a maior parte habitantes das casas vizinhas do local do acidente.

[Notícia atualizada às 08h30 de 13 de julho, com a correção do número de vítimas mortais e novos dados sobre a investigação]